Centrais sindicais divulgam nota contra a reforma trabalhista


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
14/07/2017



O Sinait divulga a Nota Oficial das Centrais Sindicais a respeito da aprovação e sanção da reforma trabalhista. Assinam a nota a CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros; CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; CUT – Central Única dos Trabalhadores; Força Sindical; Nova Central Sindical e UGT – União Geral dos Trabalhadores.


Veja o texto e a nota divulgados pelas entidades:


Centrais reafirmam unidade na luta em defesa dos direitos


As centrais sindicais se reuniram nesta quinta-feira (13), na sede da Nova Central, para analisar o atual cenário econômico e político e reafirmam a unidade em torno da defesa dos direitos da classe trabalhadora. Em nota, as centrais reiteraram sua oposição à proposta de reforma trabalhista sancionada nesta quinta por Michel Temer.


No texto, as lideranças sindicais definem como injusta e cruel a proposta que "não só acaba com direitos consagrados, como também impõe à classe trabalhadora uma realidade de precarização, com jornadas de trabalho de 12 por 36 horas; a exposição das mulheres gestantes e lactantes a ambiente de risco; o trabalho intermitente de forma indiscriminada; o fracionamento do direito de férias, antes integral e de 30 dias; entre muitas outras perdas".


Os sindicalistas alertam que a reforma também ataca frontalmente o movimento sindical, quebrando a espinha dorsal dos sindicatos, trincheira de resistência e que ao longo de décadas contribui para a construção de nossa democracia. E finalizam o texto reafirmando a unidade, resistência e luta em defesa da classe trabalhadora. "Seguiremos mobilizadas e resistentes em defesa da democracia, da soberania, da nação e dos direitos do nosso povo."


Confira a íntegra da nota:


NOTA OFICIAL DAS CENTRAIS SINDICAIS


As centrais sindicais reiteram sua oposição à proposta sancionada pelo presidente Michel Temer. Seu caráter injusto e cruel não só acaba com direitos consagrados, como também impõe à classe trabalhadora uma realidade de precarização, com jornadas de trabalho de 12 por 36 horas; a exposição das mulheres gestantes e lactantes a ambiente de risco; o trabalho intermitente de forma indiscriminada; o fracionamento do direito de férias, antes integral e de 30 dias; entre muitas outras perdas.


Essa reforma também ataca frontalmente o movimento sindical, quebrando a espinha dorsal dos sindicatos, trincheira de resistência e que ao longo de décadas contribui para a construção de nossa democracia.


As centrais sindicais reafirmam sua unidade, resistência e luta em defesa da classe trabalhadora. Seguiremos mobilizadas e resistentes em defesa da democracia, da soberania, da nação e dos direitos do nosso povo.


 


São Paulo, 13 de julho de 2017


 


Antonio Neto, presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros


Adilson Araujo, presidente da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil


Vagner Freitas, presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores


João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical


José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical


Ricardo Patah, presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores

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