A sessão plenária do Senado convocada para as 11 horas, que deveria votar o Projeto de Lei da Câmara – PLC 38/2017, ou a reforma trabalhista, foi suspensa no final da manhã. O senador Eunício Oliveira (PMDB/CE) não conseguiu assentar-se em sua cadeira na mesa diretora. As senadoras Fátima Bezerra (PT/RN), Gleisi Hoffman (PT/PR) e Vanessa Graziottin (PCdoB/AM), que ocupavam as cadeiras da mesa, recusaram-se a levantar e ceder lugar ao presidente da Casa. Após dez minutos de espera, Oliveira pegou o microfone e encerrou a sessão. Os microfones foram desligados e as luzes apagadas.
Em entrevista à TV Senado, Eunício Oliveira afirmou que a sessão será retomada mais tarde. Ainda é uma incógnita o que ocorrerá ao longo do dia.
O senador Paulo Paim (PT/RS) convocou uma vigília cívica pela não aprovação da reforma. A mensagem está circulando nas redes sociais e ganhando cada vez mais adeptos. Em pronunciamentos na tribuna, vários senadores criticaram a afirmação de que há um acordo com o presidente da República para que haja alguns vetos no texto da reforma trabalhista. Seriam vetados, por exemplo, itens relativos ao trabalho intermitente. Segundo os senadores de oposição, a instabilidade do governo coloca o acordo em xeque.
O Sinait e dezenas de entidades contrárias à votação e aprovação da reforma trabalhista seguem acompanhando os trabalhos no Senado.