Os líderes do Senado negociam votação do Projeto de Lei da Câmara – PLC nº 38/2017, Reforma Trabalhista, até o recesso parlamentar que se inicia no dia 17 de julho. A ideia é analisar nesta terça-feira, dia 4 de julho, o requerimento de urgência para a votação no plenário. Se o pedido for aprovado, a matéria entrará na pauta após duas sessões ordinárias. Para aprovação em plenário é preciso maioria simples e mais um.
Os senadores oposicionistas já disseram que não irão aceitar que os representantes governistas convoquem duas sessões ordinárias no mesmo dia para cumprir o prazo regimental. Eles vão pressionar para que o prazo seja cumprido, com as sessões ordinárias a cada dia.
Em regime de urgência, o projeto segue tramitação especial. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB/CE), disse que pretende conceder a palavra a todos os senadores que se inscreverem.
Tramitação no Senado
O PLC 38/17 recebeu pareceres divergentes durante a tramitação: dois a favor da proposta nas Comissões de Assuntos Econômicos - CAE e Constituição, Justiça e Cidadania - CCJ e um contra, na Comissão de Assuntos Sociais - CAS.
O Sinait é contra a reforma Trabalhista. A entidade orienta aos filiados para pressionar os senadores em seus Estados, enviando e.mails, e pedindo o voto contrário à matéria na votação em plenário.