Dirigentes do Sinait, do Comando Nacional de Mobilização, das Delegacias Sindicais do Distrito Federal e do Ceará, além de vários Auditores-Fiscais do Trabalho, participaram da manifestação contra as reformas Trabalhista e da Previdência e a terceirização, nesta sexta-feira, 28 de abril, em Brasília.
Juntos com representantes de várias centrais sindicais, como Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), União Geral dos Trabalhadores (UGT), e de várias categorias, a exemplo do Movimento Unificado dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do Serviço Público e do INSS – UNA-SE, do qual o Sinait é integrante, Policiais do Brasil (UPB), entre outras, eles caminharam do Museu da República ao Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios.
Jovens, crianças e indígenas reforçaram a mobilização contrária às reformas. Estes também serão prejudicados, uma vez que terão dificuldade em ingressar no mercado de trabalho, e quando conseguirem emprego terão que trabalhar décadas para conseguir a aposentadoria.
Pelo caminho, os Auditores-Fiscais do Trabalho foram conversando com trabalhadores e distribuindo panfletos feitos pelo Sinait, que alertam para as perdas que eles terão, caso as reformas sejam aprovadas pelo Congresso Nacional.
TV do Servidor - A manifestação transmitida pela TV do Servidor pode ser acompanhada pela fan page A Previdência é Nossa. Lideranças sindicais, como o presidente do Sinait, Carlos Silva, a vice-presidente, Rosa Maria Campos Jorge, o presidente do Movimento dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas – Mosap, Edison Guilherme Haubert, parlamentares como o deputado Chico Alencar (Psol/RJ), indígenas e ativistas de entidades sociais participaram da transmissão ao vivo, durante todo o dia. Todos criticaram as reformas e a falta de respeito com que o governo está tratando trabalhadores, servidores e indígenas.
Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado – Fonacate conduziu a transmissão ao vivo e destacou a atuação do Sinait no Congresso Nacional para barrar os ataques aos trabalhadores. Ele disse que o Sinait está na linha de frente e é o grande arcabouço de conhecimento da legislação trabalhista, que junto com outras entidades defensoras do trabalho decente, fazem a interlocução e o enfrentamento do problema em nível nacional.
Rosa Jorge foi uma das lideranças sindicais femininas a se manifestar. Ela disse que as duas reformas são um frontal ataque aos direitos das mulheres no país. “É reconhecido que a mulher tem dupla jornada e, no entanto, os legisladores não querem reconhecer isso. Eles foram gerados por uma mulher, devem ter uma mulher à frente de suas famílias, e castigam a mulher alegando que elas vivem mais, por isso terão que aumentar sua idade para aposentadoria”, criticou.
Rosa disse ainda que “a Reforma da Previdência, aliada à Reforma Trabalhista, significa o fim da Previdência Social, porque ninguém mais vai se aposentar, porque vai ser tudo terceirizado, e trabalhador terceirizado não permanece no vínculo de emprego para poder pagar a Previdência por 40 anos. Isso não existe. É um crime contra a nação brasileira e nós temos que impedir”, alertou.
Carlos Silva disse que os atos do governo rasgam a Constituição Cidadã e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e enterram a Previdência Social Pública.
Ele lembrou que o 28 de abril é também o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, e que o Brasil é uma máquina de mutilar e assassinar trabalhadores em seus postos de trabalho. Segundo ele, todos os anos 3 mil trabalhadores morrem, 14 mil são mutilados permanentemente e 700 mil acidentes de trabalho acontecem de maneira irreversível, atacando as vidas das famílias. “Em vez de cobrarem providências para evitar esses danos, assistimos a um Congresso Nacional, o mais conservador de toda a nossa História, trabalhar unido para rasgar e retirar todos os direitos constituídos com muitas décadas de lutas”, disse o representante do Sinait.
Para Carlos Silva, a Reforma Trabalhista é uma vergonha, um desmonte de tudo o que ainda existe para garantir respeito e dignidade ao trabalhador. Ele apontou as inúmeras perdas de direitos a que os trabalhadores estarão submetidos com a aprovação da Reforma Trabalhista, como o trabalho intermitente, aumento da jornada de trabalho com o aumento de doenças, acidentes e mortes, fim das horas in itinere, limitação de reclamar seus direitos na justiça, terceirização ilimitada com prevalência do negociado sobre o legislado, entre outras mazelas.
Clique aqui para ver o vídeo do presidente do Sinait sobre a participação dos Auditores-Fiscais na manifestação desta sexta-feira.