Sindicato participa de curso na Defensoria sobre escravidão contemporânea


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
27/04/2017



A assessora especial do Sinait Patricia Trindade Maranhão Costa apresentou, no dia 6 de abril, a palestra “O programa Ação Integrada e o resgate de trabalhadores em condições de escravidão sob uma perspectiva antropológica”, como parte das atividades do II Curso de Capacitação de Defensores Públicos Federais sobre Escravidão Contemporânea, que ocorreu na sede da Defensoria Pública da União - DPU, em Brasília. Na ocasião, foram abordadas as diferentes iniciativas do Ação Integrada, que estão em curso.


Por meio da articulação institucional, as ações do programa apoiam a inclusão socioeconômica de trabalhadores e trabalhadoras resgatados do trabalho escravo e vulneráveis a essa condição. As estratégias de inclusão diferenciadas utilizadas em cada iniciativa estão relacionadas aos diferentes tipos de vulnerabilidade para o trabalho escravo enfrentados em cada contexto.


Existem quatro iniciativas do Ação Integrada, três estaduais e uma regional – o Ação Integrada em Mato Grosso, o Programa Ação Integrada na Bahia, o Programa Ação Integrada – Resgatando a Cidadania no Rio de Janeiro, e a Rede Ação Integrada de Combate à Escravidão – Raice, que abrange a região do Bico do Papagaio, além do Piauí.


Para apoiar a inclusão socioeconômica de resgatados e vulneráveis ao trabalho escravo, as iniciativas, via de regra, promovem a articulação de políticas públicas com iniciativas do setor privado ou da sociedade civil que possam melhor atender às necessidades dos trabalhadores, possibilitando a realização de atividades individuais ou comunitárias geradoras de renda de forma continuada e com proteção social.


Durante o evento, Fabiana Severo, coordenadora do Grupo de Trabalho - GT Erradicação do Trabalho Escravo da DPU, manifestou o interesse do órgão em apoiar as iniciativas do Ação Integrada, estimulando entre os presentes reflexões sobre as formas possíveis e viáveis de apoio.


O Ação Integrada


O programa, desenvolvido inicialmente em Mato Grosso, promove a qualificação profissional e reinserção de trabalhadores egressos da escravidão contemporânea no mercado de trabalho por meio da alfabetização e qualificação de mão de obra e está sendo replicado pelo país.

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