Santos: Auditores-Fiscais encontram irregularidades no setor de transporte


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
20/04/2017



Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho – GRT em Santos (SP), com apoio da Guarda Portuária, realizaram na última quinta-feira, 13 de abril, operação na área do Porto de Santos para verificação das condições de trabalho. Nove Auditores-Fiscais do Trabalho inspecionaram 30 caminhões e encontraram, além do reincidente excesso de jornada, motoristas trabalhando sem o devido registro em carteira de trabalho e sem o controle interno da jornada.


A ação também foi marcada pela abordagem do Abril Verde e da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho – Canpat 2017. De acordo com a coordenadora da ação fiscal, a Auditora-Fiscal do Trabalho Débora Beneduzi, os motoristas receberam orientações sobre a importância do cumprimento das normas de prevenção de acidentes e proteção ao trabalhador.


O setor de transporte terrestre é considerado crítico, já que cerca de 15% das mortes ocorridas nos acidentes típicos de trabalho são de motoristas de caminhões, segundo dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho – SIT/MTb. O segmento ocupa o primeiro lugar no triste ranking de mortes causadas por acidentes de trabalho e o segundo em incapacidade permanente.


No dia 26 de abril, a GRT em Santos realizará, em parceria com a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho - Fundacentro e outros órgãos, o Seminário sobre Prevenção de Acidentes do Trabalho.


Prevenção


A Canpat é uma ação desenvolvida pelo Ministério do Trabalho, em parceria com outros órgãos, a fim de sensibilizar a sociedade para a importância de uma cultura de prevenção de acidentes e doenças do trabalho. Neste ano de 2017, o tema da campanha é Conhecer para Prevenir.


Dados oficiais registram, nos últimos cinco anos, uma média de 700 mil acidentes e adoecimentos ocupacionais por ano. Desses, 2,8 mil resultaram em morte e 15 mil em incapacitações permanentes. Apenas para a Previdência Social, os episódios geram despesas anuais de R$ 11 bilhões. Segundo a Organização Internacional do Trabalho – OIT, se inclusos os custos de tratamentos de saúde, perda produtiva e indenizações, a conta para o País pode chegar a R$200 bi anuais, cerca de 4% do PIB.


As informações são da Delegacia Sindical em Santos.

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