MS: Auditores-Fiscais investigam vazamento de amônia em frigorífico em Campo Grande


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
07/04/2017



Os Auditores-Fiscais do Trabalho Elaine Ferreira, Carlos Eduardo Souza e Douglas dos Santos, da Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul - SRT/MS, investigam o vazamento de amônia dentro do frigorífico da JBS que deixou cerca de 78 pessoas intoxicadas. O acidente ocorreu nesta quinta-feira, 6 de abril, no início da tarde, nas dependências da empresa, em Campo Grande.


A perícia do local está sendo feita pelo Polícia Civil do Estado e não é possível prever um prazo para conclusão da investigação. O Auditor-Fiscal Carlos Eduardo explica que o parecer da Civil irá guiar a Inspeção do Trabalho e que o resultado da fiscalização depende disso. Ele adianta, no entanto, que a Auditoria-Fiscal não viu indícios de falha nos procedimentos que possa ter causado o vazamento. “O vazamento parece mesmo ter sido causado por falha no material, conforme alega a empresa. Mas para ter certeza, temos que esperar a investigação dos peritos da polícia. O frigorífico conseguiu isolar o subsistema que apresentou o problema e já retomou as atividades.”


Por outro lado, Carlos Eduardo aponta que pode ter havido erro no tratamento do risco. “A possibilidade de o problema ter sido causado por erro nos procedimentos de segurança e saúde do trabalhador é pequena, mas aparentemente houve falha ao lidar com a emergência, como a falta de um plano alternativo e a inadequação das ações adotadas na evacuação das pessoas.”


Um indício disso é que os funcionários seguiram o protocolo de segurança e se dirigiram para o local indicado no procedimento para casos de vazamento. No entanto, a fumaça gerada pelo acidente os atingiu justamente no lugar que era considerado seguro. A empresa deverá ser autuada por isso, de acordo com o Auditor-Fiscal.


De acordo as informações divulgadas, o vazamento aconteceu na casa das máquinas, local próximo a um dos alojamentos da empresa. Das 410 pessoas que trabalhavam no local no momento da emergência, 72 tiveram sintomas leves de intoxicação e seis moderados, segundo o Corpo de Bombeiros Militar. Eles relataram ainda que as pessoas se queixaram de dor de cabeça, falta de ar e queimação nas mucosas do nariz e dos olhos.


Felizmente, não houve nenhum caso grave e a grande maioria dos trabalhadores já retornou ao trabalho, depois que o Corpo de Bombeiros liberou o frigorífico. De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, em 2015 foi feita uma grande inspeção nas instalações da empresa, incluindo o sistema que apresentou problema. Na época, a JBS tinha acabado de trocar o sistema de detecção de falhas, que foi considerado eficiente pelos Auditores-Fiscais. A unidade é a maior do Centro-Oeste, empregando 1.400 pessoas.


*Com informações dos jornais O Popular e G1-MS.

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