GO: Fiscalização autua hospital de Goiânia por más condições de higiene


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
21/03/2017



Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho de Goiás – SRT/GO autuaram nesta segunda-feira, 20 de março, o Hospital Materno Infantil – HMI, em Goiânia, por condições precárias nas instalações. Foram encontrados mofo no ar condicionado, infiltrações no centro cirúrgico, muita sujeira e até insetos em áreas críticas do hospital, como na central de esterilização e no centro cirúrgico. A manutenção de materiais esterilizados também era feita sem o cuidado adequado. A situação pode colocar em risco a saúde dos pacientes e funcionários, alertou a Auditoria-Fiscal.


O HMI, apesar de ser considerado referência na área, já estava sob fiscalização por denúncias de contratação irregular, por uso de pejotização. A ação com foco nas condições ambientais veio depois da morte de dois bebês recém-nascidos, na última semana, por infecção pela superbactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase, a KPC. A ala onde as irregularidades foram verificadas foi isolada, mas 13 bebês ainda estavam internados no local. Dois estão na Unidade de Terapia Intensiva – UTI, também sob suspeita de contaminação.


A propagação da KPC ocorre exclusivamente em ambiente hospitalar, pelo contato entre pacientes e pelo manuseio de equipamentos contaminados pela equipe multidisciplinar e objetos contaminados. Está relacionada com o descumprimento de normas básicas de desinfecção e higiene.


De acordo com o Auditor-Fiscal do Trabalho Ricardo Oliveira, o hospital foi autuado pelas várias irregularidades e o resultado da auditoria será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho – MPT e ao Ministério Público Federal – MPF. “O prazo de adequação é imediato”, afirma Oliveira.


A Organização Social que administra o hospital alegou que a superlotação da unidade seria uma das causas da precariedade e da contaminação dos bebês, mas o argumento é contestado pela fiscalização. De acordo com os Auditores-Fiscais, a superlotação deveria ser, pelo contrário um motivo a mais para redobrar os cuidados com a higiene do lugar.


Veja reportagem exibida pelo Jornal Anhanguera 2ª edição.

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