O presidente do Sinait, Carlos Silva, reuniu-se nesta quarta-feira, 25 de maio, com o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ângelo Fabiano Farias da Costa, e o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), Deolindo Carniel, para debater estratégias de proteção aos agentes públicos integrantes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), durante operações no país. A reunião foi na sede do Sinait, em Brasília (DF).
Os representantes das entidades debateram o ataque e propuseram soluções para a violência sofrida pelosAuditores-Fiscais do Trabalho, procuradores do Trabalho e policiais rodoviários federais, no dia 18 de maio, durante operação de combate ao trabalho escravo, na Terra do Meio, interior de São Félix do Xingu, no Pará. Na ocasião, o carro dos servidores foi alvejado por um grupo de pistoleiros.
De acordo com Carlos Silva, é primordial que as carreiras cobrem medidas efetivas e urgentes para proteger os servidores públicos em ação fiscal. “Temos um caso emblemático como a Chacina de Unaí e não podemos permitir que algo parecido volte a acontecer”.
Ele explicou que os auditores-fiscais do trabalho sofrem ameaças nas áreas urbanas e rurais. “Infelizmente, os nossos colegas são ameaçados em várias partes do país e constantemente denunciamos essas ocorrências em vários órgãos nacionais e internacionais”.
Segundo o presidente, o Sinait apresentou à Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério (SIT/MT) um Protocolo de Segurança. “Produzimos um manual e aguardamos uma resposta da SIT referente a este tema”.
O presidente da ANPT, Ângelo Fabiano, e o vice-presidente da FenaPRF, Deolindo Carniel, mostraram-se preocupados durante a reunião. “Precisamos atuar em conjunto para evitar que ataques e violências como essas aconteçam com os nossos colegas”.
Ao final do encontro, as entidades deliberaram ações conjuntas para evitar novas ocorrências, como, por exemplo, marcar uma audiência com o ministro da Justiça para pedir providências sobre o caso; construir um protocolo de segurança conjunto para as autoridades integrantes do GEFM; solicitar audiências públicas sobre o tema na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), na Câmara, e na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), no Senado; cobrar dos órgãos de segurança, o andamento do inquérito sobre a investigação do ataque sofrido pelos integrantes do GEFM. Além de denunciar a ocorrência na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).
Participaram ainda da reunião, a vice-presidente da ANPT, Ana Cláudia Bandeira Monteiro, e o diretor-financeiro da FenaPRF Ricardo Sá.