DEN e CNM se reúnem com Auditores-Fiscais do Trabalho no Paraná


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
22/02/2016



Dirigentes do Sinait e integrantes do Comando Nacional de Mobilização – CNM estiveram em Curitiba (PR) na manhã desta sexta-feira, 19 de fevereiro, em reunião com os Auditores-Fiscais do Trabalho do Estado, para conversar sobre o movimento grevista e a mobilização da categoria. Carlos Silva, presidente do Sinait, Rosa Jorge, vice-presidente, e Maria Teresa Pacheco Jensen, diretora, foram acompanhados dos integrantes do CNM Maria de Lourdes Medeiros, Olga Valle, Celso Haddad e Sebastião Abreu. O Delegado Sindical Fábio Lantmann e diretores da DS/PR, a presidente da Associação dos Auditores-Fiscais do Trabalho, Dalva Coatti e diretores, foram os anfitriões.

 

No café da manhã de boas-vindas, o superintendente Márcio Pessatti compareceu para saudar os Auditores-Fiscais. Há pouco mais de 40 dias no cargo, ele afirmou que conta com a categoria e com o Sinait para tocar a agenda institucional de 2016, relativas a várias datas importantes, como o Dia da Mulher, 28 de Abril, 1º de Maio e 12 de junho.

 

Em contrapartida, o presidente Carlos Silva informou a ele sobre a greve da categoria, as reivindicações e a negociação em andamento. O apoio do “time de superintendentes”, segundo Carlos Silva, é muito importante para conseguir avanços e o convencimento do ministro Miguel Rossetto quanto a questões fundamentais para a melhoria das condições de trabalho e valorização da carreira.

 

SFIT Zero

Na reunião, Fábio Lantmann, Carlos Silva, Rosa Jorge e Maria Teresa bateram no ponto principal: o SFIT Zero. Detalharam todas as razões pelas quais o Comando Nacional de Mobilização orientou esta meta. Este é o resultado que o Sinait precisa para mostrar ao governo na mesa de negociação. SFIT Zero significa queda de arrecadação e de todos os demais itens da fiscalização. Carlos e Rosa disseram que neste mês de fevereiro este é o grande esforço da categoria e que quem lançou dados no SFIT deve excluí-los.

 

“Viemos aqui para fazer uma intimação aos Auditores-Fiscais do Trabalho: para que lutem pela categoria e cada um por si mesmo. Não importa o cargo que ocupe no momento. Todos são Auditores-Fiscais do Trabalho e essa luta é sua”, disse Carlos Silva. A luta por valorização, segundo ele, vem de muito tempo e este é o momento de enfrentamento para conseguir os avanços que a categoria precisa diante de tantos anos de abandono.

 

Carlos Silva disse que não compreende os motivos para que parte dos Auditores-Fiscais não tenham ainda aderido à greve, pois a categoria tem razões de sobra para estar indignada. “O que está em jogo é a sobrevivência da Auditoria-Fiscal do Trabalho e a luta precisa ser feita por todos. O Sinait não faz greve. A categoria faz. No momento atual depende somente de nós conseguir o acordo que nos atenda. Não contamos mais com a parceria dos Auditores-Fiscais da Receita Federal. Não está mais garantido o acordo único e igual. Temos que lutar muito”.

 

A aprovação do Projeto de Lei de Conversão - PLV 25/2015 no dia 18 de fevereiro, na Câmara dos Deputados, lembrou o presidente, foi uma demonstração de força dos Auditores-Fiscais do Trabalho, que enfrentaram forte trabalho contrário. “Não estamos pegando carona com ninguém, foi luta nossa. Não espero nada diferente no resultado da greve. SFIT ZERO já, protestos, entrega de cargos, mobilização”.

 

O presidente ainda falou sobre a exigência da categoria quanto ao apoio institucional do Ministério do Trabalho e Previdência Social às reivindicações da categoria. “A Secretaria de Inspeção do Trabalho e o ministro têm que defender os direitos e interesses dos Auditores-fiscais do Trabalho. Isso é que estamos exigindo e até agora não temos. Isso é desrespeitoso com a categoria e com a história da Inspeção do Trabalho”, disse ele.

 

O papel de cada um

A participação dos Auditores-Fiscais do Trabalho aposentados também foi valorizada. A vice-presidente Rosa Jorge, que está aposentada, disse que quem se interessa em classificar os Auditores-Fiscais é o governo, sempre com o intuito de dividir. Para ela, todos são Auditores-Fiscais do Trabalho e podem dar sua contribuição ao movimento, pois o Sinait representa a todos, sem distinção. “Nosso recado é de que não aceitamos a divisão. Esperamos o engajamento de todos. Aposentado não faz SFIT Zero, mas pode participar do trabalho parlamentar, pode incentivar os ativos a aderir. Cada um tem seu papel”.

 

A decisão pelos casos de greve e iminente risco e o atraso de salários como atividades essenciais baseou-se, segundo Rosa Jorge, no que é mais caro ao ser humano, que é a comida e a vida. “Vamos prestar contas para a sociedade e para a Justiça. Nossa greve é legal. Não é o SFIT que vai determinar isso. O Auditor-Fiscal tem que fazer sua parte, porque o Sinait está fazendo a sua. Isso é que vai dar força na mesa de negociação. A greve precisa ser real, ter resultados para mostrar. SFIT Zero é greve, é a prova da greve, é a resposta”, disse ela.

 

Ela também lembrou que foi a própria administração que levou a categoria a este momento de enfrentamento, pois criou os problemas ao não realizar concurso público e deixar que a estrutura se deteriorasse. “O governo não está do nosso lado. Então nós temos que olhar o nosso lado. A luta é árdua e longa, E as vitórias só virão com lutas, como sempre foi”.

 

Vários Auditores-Fiscais reforçaram as falas de Carlos Silva e Rosa Jorge, ressaltando o fato de que a categoria precisa estar unida e que não é hora de ter medo. É preciso acreditar no poder e força da categoria e do movimento. Fizeram sugestões, esclareceram dúvidas sobre os procedimentos orientados pelo CNM e saíram de lá com mais segurança para aderir totalmente ao movimento grevista e ao SFIT Zero.

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