Na próxima semana o Congresso Nacional retoma os seus trabalhos. Porém há várias questões pendentes, que transformam os próximos dias numa incógnita, por causa das crises políticas e econômicas que se estabeleceram em 2015.
Algumas das medidas econômicas consideradas prioritárias pelo governo, a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU – PEC4/2015 e apensadas) e a volta da Contribuição Provisória sobre Movimento Financeira (CPMF), encontram-se em fases distintas de discussão no Congresso e enfrentam dificuldades na Câmara.
No Senado, os projetos que tratam do trabalho escravo (PLS 432/2013) e da terceirização (PLC 30/2015) prometem debates acalorados.
Além disso, está na pauta de discussão a formação da comissão que irá analisar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Esta e outras polêmicas que fazem de 2016 um ano imprevisível.
Líderes 2016
Na primeira semana de fevereiro, na Câmara, dez partidos, entre os 27 com representação na Casa, escolheram seus líderes. O novo líder do Democratas (DEM), deputado Pauderney Avelino (AM). O PT elegeu o deputado Afonso Florence (BA). Foram escolhidos também os líderes do PCdoB, Daniel Almeida (BA); do PSDB, Antônio Imbassahy (BA); do PDT, Weverton Rocha (MA); do Psol, Ivan Valente (SP); e do PRB, Márcio Marinho (BA).
Os líderes reconduzidos foram: PROS, Givaldo Carimbão (AL); do PTB, Jovair Arantes (GO); do PSD, Rogério Rosso (DF); do PR, Maurício Quintella Lessa (AL); e do PHS, Marcelo Aro (MG). O PPS, que tem dez deputados, definirá o seu líder na próxima semana.
Além da definição dos novos líderes, o regimento determina o mandato de um ano para Mesas Diretoras das comissões. No Senado, os mandatos são de dois anos. Independentemente desses novos pactos, o Sinait já está em campo para os trabalhos parlamentares.
De acordo com o presidente Carlos Silva, a expectativa para este ano é de uma luta intensa porque há vários projetos em tramitação nas duas Casas que ameaçam os trabalhadores. “Estamos atentos e vamos atuar energicamente para conseguir barrar as propostas que prejudicam e retiram direitos dos trabalhadores”.