RO: Auditores-Fiscais do Trabalho interditam setores de hospital municipal


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
05/02/2016



A lavanderia e o setor de Ambulância e Motoristas do Hospital Maternidade Mãe Esperança, gerido pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (RO), foram interditados por Auditores-Fiscais do Trabalho por grave e iminente risco à saúde e segurança dos trabalhadores e pacientes e ao ambiente laboral. A ação fiscal foi realizada nos dias 29 e 31 de janeiro.


Na lavanderia, que é terceirizada, os Auditores-Fiscais interditaram duas lavadoras, uma centrífuga e uma secadora de roupas. Eles constataram o descumprimento das Normas Regulamentadoras – NRs 8 (Edificações), 9 (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e 32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde). Não havia Programa de Controle Médico e de Saúde Ocupacional - PCMSO, além da ausência de capacitação dos empregados para exercerem as atividades e manusearem os equipamentos.


Segundo o relatório de fiscalização, os riscos para a saúde e segurança foram classificados como físicos - ruído, vibração, calor e umidade, químicos – produtos como detergentes e desinfetantes, biológicos – possibilidade de contato com roupas contaminadas de pacientes, ergonômico – desconforto no levantamento e descarga de materiais, e de acidentes. As máquinas, por exemplo, apresentaram falta de proteção, de manutenção técnica, ordem e limpeza, sinalização, rotulagem de produtos, entre outros problemas.


Nos quatro equipamentos interditados foram encontrados vazamentos, carcaça de painel solta, ferrugem, falta de manual de operação, emissão de ruído acima de 98 decibéis e falta de aterramento. “Destaque-se, conforme entrevistas com trabalhadores durante as inspeções, estes declararam que já foram vítimas de choques em todas as máquinas do setor”, diz o relatório.


Setor de Ambulâncias/Motoristas


No setor de Ambulâncias e Motoristas, os Auditores-Fiscais encontraram pisos e paredes expostos à umidade.  Em seus depoimentos vários trabalhadores relataram problemas alérgicos, devido à enorme proliferação de fungos. “Pelas informações coletadas praticamente em sua totalidade os trabalhadores ali lotados já têm minimamente sintomatologia de desconforto”, de acordo com o relatório.


Não havia lavatório exclusivo para higiene das mãos, os trabalhadores da área suja usavam trajes rasgados e não tomavam banho ao deixar o serviço. Os Auditores-Fiscais constataram falta de procedimentos de movimentação e transporte de roupas, de dispositivos que minimizem esforço e postos de trabalho não planejados ou adaptados para a posição sentada quando a atividade fosse executada nessa posição.


A fiscalização foi realizada dentro da orientação do Comando Nacional de Mobilização do Sinait de apenas atender as ocorrências de grave e iminente risco e atraso de pagamentos de salários. Os Auditores-Fiscais do Trabalho estão em greve, realizando somente 30% das atividades essenciais em todo o país.

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.