33º Enafit - Projeto local atua na prevenção de acidentes e melhora relação de empresas com a Auditoria-Fiscal


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
17/09/2015



Auditores-Fiscais da Paraíba estão trabalhando em um projeto inovador de prevenção de acidentes de trabalho, que possibilita mudar a visão que as empresas têm da AuditoriaFiscal. Em função do seu viés educativo e proativo, o Programa de Gestão Compartilhada - PGC, tem boa receptividade das empresas, que hoje atuam de forma permanente nos cuidados com saúde e segurança. O assunto foi discutido em um painel do 33º Encontro Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho - Enafit na tarde de quarta-feira, 16 de setembro, em João Pessoa, Paraíba.


O PGC surgiu da necessidade de envolver as empresas na prevenção de acidentes e da percepção de Auditores-Fiscais de que o quadro reduzido inviabiliza uma fiscalização mais ativa. “O Brasil possui 2.573 Auditores-Fiscais para um total de 2,9 milhões de empresas. De acordo com estes números são necessários 20 anos para fechar o ciclo em todas as empresas, por isso elas costumam não levar em conta a fiscalização”, esclareceu Ulisses Freitas de Sousa, Auditor-Fiscal da Paraíba e um dos idealizadores do programa.    


O projeto consiste em envolver os profissionais de segurança e saúde das empresas e conscientizá-los da necessidade de aplicação e adequação das normas de SST. De acordo com Ulisses Freitas, as empresas aceitaram muito bem o projeto e mensalmente prestam informações ao Ministério do Trabalho e Emprego sobre as condições de SST no seu ambiente. “Fazemos reuniões mensais nas empresas e os seus técnicos de segurança e saúde passaram a ser mais ouvidos internamente, a partir da importância de cumprimento das exigências. Deixamos de ser o bicho papão e nos tornamos parceiros na prevenção de acidentes”, observou.


A Auditora-Fiscal Ana Mércia Fernandes lembrou que em geral, a fiscalização atua a partir de ações já ocorridas, num processo mais reativo, em função da dificuldade de planejar as ações, já que são poucos Auditores. Para ela a motivação maior do sistema é que a empresa seja mais proativa e não haja apenas depois de uma tragédia ou da visita da fiscalização. “A implementação do sistema gerou em algumas empresas o entendimento que a segurança do trabalho não é apenas para atender a fiscalização e o assunto passou a ter mais visibilidade e importância dentro das organizações”, disse.  


Ana Pinho, Engenheira de Segurança do Trabalho e subcoordenadora do PGC, considera importante a parceria para o sucesso do programa, uma vez que quando a gestão de segurança envolve vários atores, fica mais fácil obter resultados e lembrou da importância de ampliar o programa.“Há uma grande e positiva troca de experiências possibilitada pelo grupo. Seria ainda mais enriquecedor se o projeto tivesse uma dimensão nacional”.


 


Resultado positivo


Ulisses Freitas contou como as empresas têm se empenhado para se adequar às normas de segurança e saúde e citou o caso da empresa têxtil Coteminas, que participa do programa envolvendo diversas unidades no processo. Segundo o Auditor-Fiscal, ao tomar conhecimento do programa, o diretor-geral do grupo orientou que o sistema fosse usado em todas as unidades, inclusive a internacional, localizada na Argentina. “Profissionais de todas as unidades da empresa vieram à Paraíba para receber orientações e hoje atuam preventivamente, para nosso orgulho”, contou.

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.