Trabalho escravo - Seminário de dez anos do InPacto homenageou famílias das vítimas da Chacina de Unaí


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
23/11/2015



O diretor de Comunicação do Sinait, Sebastião Estevam dos Santos, participou do “Seminário InPatco: 10 anos do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil”, no dia 19 de novembro, no Instituto Carrefour, em São Paulo. Na ocasião, as famílias das vítimas da Chacina de Unaí foram homenageadas e o diretor foi o representante no evento.


De acordo com Sebastião Estevam, o Sindicato Nacional acompanha as iniciativas e os projetos do InPacto com atenção. “Somos responsáveis pelo combate ao trabalho escravo no Brasil e acompanhamos as ideias desenvolvidas pela instituição e sempre estamos prontos para conhecer e fortalecer ações empreendedoras no combate ao trabalho escravo”.


Além disso, segundo o diretor de Comunicação, a homenagem às famílias das vítimas da Chacina de Unaí, durante o evento, foi imbuída de um sentimento diferente das iniciativas anteriores. “Em várias ocasiões havia um sentimento de indignação pela postergação do julgamento dos executores e mandantes. Finalmente, eles foram condenados pela Justiça e estamos mais tranquilos, apesar da luta ainda não ter acabado”.


Os mandantes e intermediários ainda podem recorrer em liberdade porque são réus primários. “No entanto, continuamos lutando para que eles sejam presos. Acreditamos que o pior já passou e o término desta história está próxima”. Sebastião recebeu a homenagem que será enviada às famílias.


Evento


Nesta edição do InPacto, durante o evento, os participantes foram apresentados a um novo aplicativo que vai ajudar empresas a proteger suas cadeias produtivas. O novo formato deixa informações disponíveis num documento sobre “Boas Práticas” empresariais contra a escravidão contemporânea. Também há um manual para implementação de ações e programas nas boas práticas coletivas.


InPacto 


O Seminário InPacto, que acontece anualmente, além de ampliar e dar sustentabilidade às ações realizadas no âmbito do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, neste ano, teve como ideia central debater a trajetória de uma década do Pacto Nacional.


Em 2005, o Pacto tornou público o compromisso do setor empresarial em combater o problema por meio da adoção de medidas envolvendo a restrição comercial de fornecedores que utilizavam mão-de-obra escrava.


Iniciativas


A iniciativa foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas - ONU como uma referência internacional e um importante mecanismo de enfrentamento a essa violação de direitos humanos.


Um dos grandes diferenciais do Pacto é que seus signatários se obrigam a cumprir seus chamados “10 tratados”, que são linhas de ação que as empresas devem desenvolver para enfrentar o trabalho escravo em suas cadeias produtivas.


A realização dessas iniciativas é monitorada anualmente e, dependendo do nível de empenho de um signatário, ele é mantido, suspenso ou excluído do Pacto. Em 2014, o Pacto já contava com mais de 400 integrantes que, juntos, representavam mais de 35% do PIB brasileiro.

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