Um ato realizado em frente à Superintendência Regional do Trabalho - SRTE/BA, nesta quarta-feira, 4 de novembro, homenageou as vítimas da Chacina de Unaí, assassinadas em 2004. A mobilização foi organizada pela Delegacia Sindical do Sinait na Bahia - DS/BA e pelo Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho da Bahia - Safiteba e contou com a participação de representantes do Ministério Público do Trabalho, Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 5ª Região e de entidades sindicais como Fetracom, Sintracom, Nova Central e Central Sindical e Popular.
Os Auditores-Fiscais do Trabalho pediram justiça pelos colegas assassinados no mesmo dia em que começou a ser julgado o réu Antério Mânica, um dos acusados de ser mandante do crime, na sede da Justiça Federal em Belo Horizonte (MG).
O presidente da DS/BA, Wellington Maciel Paulo, lembrou o crime ocorrido há quase 12 anos e criticou a longa espera pelos julgamentos dos mandantes do crime. Ele lamentou que os réus Norberto Mânica e José Alberto de Castro, que foram condenados a quase100 anos de reclusão cada um, tenham direito a cumprir a pena em liberdade.
Wellington pediu a todos os sindicatos apoio na luta pelo fortalecimento da inspeção do trabalho para que todo o sistema de proteção do trabalhador seja efetivo. Seu pedido foi reforçado pelo presidente do Safiteba, Mário Diniz.
O superintendente da SRTE/BA, Severiano Alves, elogiou o ato promovido pelas entidades. “O dia de hoje representa um ato de repúdio à violência e à interferência de quem não tem sentimento humano de atrapalhar ou violar um direito de ação de um trabalhador que exerce uma função constitucional e essas pessoas, de forma bárbara, foram impedidas do exercício desta função”, destacou.
O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia, Alberto Bastos Balazeiro, falou sobre a importância do ato e destacou que a Chacina de Unaí foi um crime contra o Estado brasileiro. Ele criticou o desaparelhamento do governo, que põe em risco os órgãos responsáveis pela fiscalização e proteção do trabalhador. “A função do Estado é proteger e não deixar que sejamos vítima de ameaças”, salientou.
A presidente da Amatra5, Rosemeire Fernandes, destacou que é necessário que a sociedade entenda a importância do julgamento e do papel da fiscalização do trabalho, pois se trata da garantia do cumprimento dos direitos dos trabalhadores. “Sem a fiscalização a promoção dos direitos é prejudicada”, pontuou.
Com informações da DS/BA.