A Justiça Federal marcou o julgamento de três réus da Chacina de Unaí para o dia 22 de outubro, a partir das 8h30, em Belo Horizonte, na Sede da Seção Judiciária de Minas Gerais - Auditório do Ed. Euclydes Reis Aguiar – Av. Álvares Cabral, 1.741 – Térreo – Bairro Santo Agostinho. Nesta Sessão do Tribunal do Júri serão julgados Hugo Alves Pimenta, José Alberto de Castro e Norberto Mânica.
No dia 27 de outubro, em nova Sessão do Tribunal do Júri será julgado Antério Mânica.
O Sinait e a Delegacia Sindical em Minas Gerais preparam um Ato Público para a tarde do dia 21, em frente ao local do julgamento. A concentração será a partir das 15h30, com a presença de familiares dos Auditores-Fiscais do Trabalho assassinados e de Auditores-Fiscais de Minas Gerais e de outros Estados. A palavra de ordem é a mesma: JUSTIÇA JÁ! Imprensa, sociedade e autoridades foram convidadas a participar.
“É o que esperamos que, finalmente, ocorra, pois a impunidade dos mandantes já dura quase 12 anos”, diz a presidente do Sinait, Rosa Jorge.
A defesa dos réus tenta, a todo instante, adiar o julgamento, que já deveria ter ocorrido há dois anos. Na sexta-feira, 16, o ministro Marco Aurélio, do Superior Tribunal Federal – STF, indeferiu mais um pedido de Norberto Mânica para adiar o júri, impetrado no dia 23 de setembro.
Relembre
No dia 28 de janeiro de 2004, os Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira se dirigiam para uma fiscalização de rotina em fazendas da zona rural do município de Unaí. Eles foram emboscados numa estrada de terra e violentamente assassinados à queima-roupa, sem qualquer chance de defesa. Ailton, mesmo gravemente ferido, conseguiu dirigir de volta ao asfalto, onde foram encontrados.
O crime foi desvendado seis meses depois. Nove pessoas foram indiciadas. Em dezembro de 2004, a Justiça Federal expediu a Sentença de Pronúncia. A partir daí, a defesa dos réus iniciou uma maratona de recursos, mais de mil ao todo, com o único objetivo de adiar o julgamento.
Em agosto de 2013 três réus foram julgados e condenados. Rogério Alan Rocha Rios, Erinaldo de Vasconcelos Silva e Willian Gomes de Miranda forma condenados por quádruplo homicídio triplamente qualificado. Erinaldo foi condenado a 76 anos de reclusão, Rogério Alan a 94 e William a 56 anos de prisão, todos em regime fechado. Um réu já faleceu e outro teve o crime prescrito.
Antério Mânica, Norberto Mânica e Hugo Alves Pimenta são acusados de serem os mandantes do crime. Sobre José Alberto de Castro pesa a acusação de ter intermediado a contratação dos pistoleiros.
Veja o histórico e cronologia do caso.
Confira o convite para o Ato Público no dia 21 de outubro, véspera do julgamento em BH.