Campanha Salarial 2015 – 23 de setembro, dia nacional de luta dos servidores públicos


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
22/09/2015



Os Auditores-Fiscais do Trabalho se preparam para aderir às paralisações de dezenas de categorias de servidores públicos nesta quarta-feira, 23 de setembro, em reação às medidas anunciadas na semana passada, que apontam para o congelamento de reajustes e concursos públicos e acabam com o Abono de Permanência no setor público.


O objetivo da mobilização geral e nacional é mostrar ao governo a insatisfação geral do funcionalismo com estas medidas. As atividades ocorrerão em Brasília, mas, principalmente, em todos os Estados, numa demonstração de organização e união dos servidores públicos, que não aceitam retaliações e nem pagar a conta de uma crise que não produziram.


Para os Auditores-Fiscais do Trabalho as medidas são particularmente perversas. A categoria, em campanha conjunta com os Auditores-Fiscais da Receita, ainda não recebeu respostas do Ministério do Planejamento à sua pauta de reivindicações. A proposta de reajuste de 21,3% dividido em quatro anos foi rejeitada em Assembleia Geral Nacional. O concurso público, urgente, não foi autorizado. O fim do Abono de Permanência poderá causar uma corrida de centenas de Auditores-Fiscais à aposentadoria, desfalcando ainda mais o quadro. A reforma administrativa, também anunciada, cogita a fusão dos Ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, repetindo uma fórmula que a categoria não considera exitosa.


“O Sinait e os Auditores-Fiscais do Trabalho estão enfrentando muitos desafios. O momento é delicado e a nossa defesa é de uma Auditoria-Fiscal do Trabalho forte e autônoma onde quer que ela esteja”, diz Rosa Jorge, presidente do Sindicato Nacional. Ela esclarece que a entidade está se movimentando nos bastidores para defender a categoria e o Ministério do Trabalho e Emprego, porém, o ambiente político está muito conturbado e não há qualquer definição quanto à decisão que a Presidência da República tomará em relação a este assunto.


“O certo é que a categoria deve se manter mobilizada, pois não fomos atendidos em nenhum de nossos pleitos. É nossa única chance. Temos que continuar lutando, nos reinventando, nos associando ao conjunto dos servidores, para resistir a retrocessos que prejudicam a todos”, diz a presidente.

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