33º Enafit – Palestra trata de Educação Emocional e Promoção do Bem-Estar


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
17/09/2015



A professora doutora Elisa Pereira Gonsalves, da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, ministrou a palestra nesta quarta-feira, 16 de setembro, “Educação Emocional e Promoção do Bem Estar”, no 33º Enafit, em João Pessoa. O tema faz parte do grupo de pesquisa que ela coordena na instituição. Esta é uma atividade que, tradicionalmente, tem atraído os Auditores-Fiscais do Trabalho aposentados e os acompanhantes que vêm ao Encontro.


 Elisa falou sobre pequenas atitudes do cotidiano que podem tornar a vida mais positiva e produtiva. “O estilo de vida e comportamento que reproduzimos é determinante no aparecimento de doenças”, completou.


Segundo ela, o estilo de vida é a forma como as pessoas vivenciam o mundo, se comportam e fazem determinadas escolhas. “É o que você come, faz, pensa, sente. Não adianta deixar de comer carne, por exemplo, e a cabeça continuar tendo raiva de alguém, alimentando o corpo e a alma com coisas que não são boas”.


 A professora destacou que o estado emocional afeta todos os aspectos da vida e que as pessoas têm condição de modificar qualquer coisa que pode causar bloqueio físico. Nenhum remédio trará o efeito desejado se o estado emocional está prejudicado. “O bem-estar não depende só de nós, mas também de outras pessoas ao redor. Nós estamos em rede”.


 Educação Emocional


Elisa ressaltou que todos nós estamos em determinada rota de colisão e que existem aquelas que convivem com a violência emocional e isso não contribui para a promoção do bem-estar. “Pessoas que têm baixa autoestima, costumam mal tratar-se. Tudo começa muito pequeno, a partir de alguma desqualificação, a pessoa vai se mantendo naquilo e não consegue quebrar esse ciclo. Por isso, é necessário desenvolver fatores protetores como a capacidade de resiliência”.


 De acordo com ela, a educação emocional influencia nas mudanças de comportamento, por isso a necessidade de conhecê-la. Elisa citou que um conjunto de pesquisas realizadas nos Estados Unidos aponta que o êxito das pessoas na vida, no trabalho e na escola se deve a 23% das capacidades intelectuais e 77% a atitudes emocionais.


 As descobertas também têm mostrado que a cognição e a emoção estão interligadas no desenvolvimento do aprendizado e na promoção da saúde. “Por isso, a importância do ambiente emocional. “Se você tiver um ambiente emocional desfavorável no trabalho, vai gerar problemas psicológicos e doenças. A relação da violência com a educação emocional é fundamental, principalmente na vida das pessoas que têm muita raiva e medo”.


 Emoções


Sobre as emoções, Elisa alertou para a necessidade de vivenciá-las, pois estão relacionadas à percepção do que julgamos importante ou não. Guardar sentimentos pode causar doenças a exemplo da gastrite e dos problemas musculares. “As emoções fazem parte do nosso equipamento natural. O problema é ficar reféns das emoções a todo instante, de qualquer jeito e de forma desordenada”.


 Por isso, de acordo com ela, a Educação Emocional é importante para aprendermos a viver bem, para conhecermos nossas próprias emoções e as do outro, saber se relacionar melhor com as pessoas. “Não sofrer tanto, saber usar tudo o que você tem a serviço da saúde é fundamental para que você possa viver melhor”.


 A professora deu várias dicas de como lidar com as emoções, principalmente a raiva. Ela realizou um exercício de meditação com a plateia e disse que, diante da vida corrida, com a avalanche de informações que temos contato no dia a dia, precisamos de momentos de relaxamento, que são diferentes de, por exemplo, simplesmente dormir.

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