Os Auditores-Fiscais do Trabalho entraram na terceira semana de paralisação. Em Assembleia Geral Nacional realizada nos dias 3 e 4 de setembro, a categoria deliberou sobre a proposta de reajuste apresentada pelo governo. As atas encaminhadas, até agora, apontam, por ampla maioria, a rejeição do índice de 21,3% divididos em quatro anos, conforme orientado pela Diretoria Executiva Nacional – DEN do Sinait.
Em muitos Estados, como Paraíba, Pará, Rondônia, Santa Catarina e Mato Grosso, entre outros, a rejeição foi unânime, o que só fortalece as mobilizações, que continuam por todo o país, seja com os plantões feitos nas calçadas, nas reuniões com parlamentares e representantes de trabalhadores, dos quais os Auditores-Fiscais têm recebido o apoio às reivindicações da Campanha Salarial e também na aproximação com a sociedade quando a categoria leva ao conhecimento do povo os motivos da paralisação, entre outras iniciativas. Com isso, os Auditores-Fiscais seguem fortes chamando a atenção da sociedade para o sucateamento do Ministério do Trabalho e Emprego e a fragilização da Auditoria-Fiscal do Trabalho.
A fiscalização sofre com o menor quadro de servidores dos últimos 20 anos, com pouco mais de 2.500 Auditores-Fiscais do Trabalho em atividade. Enquanto isso, os trabalhadores padecem, vítimas de acidentes de trabalho provocados pela falta de prevenção, decorrentes da falta de fiscalização. Os trabalhadores precisam que a saúde e segurança sejam promovidas em seus ambientes de trabalho, para reverter as péssimas estatísticas de acidentes, mortes e mutilações no trabalho, que só aumentam a cada ano.
De acordo com o Sinait, até o momento, nem uma reivindicação da pauta específica dos Auditores-Fiscais do Trabalho teve retorno do governo. Entre as reivindicações estão a implementação do Bônus de Eficiência extensivo aos aposentados, criação da Lei Orgânica do Fisco, reajuste de diárias, de indenização de transporte e realização imediata de concurso público, entre outras. O Ministério do Planejamento também não tratou nada, em sua proposta, sobre o principal pleito dos Auditores-Fiscais, que é a reestruturação da tabela salarial da categoria, passando de 13 para seis níveis.
Diante do cenário atual, os Auditores-Fiscais do Trabalho seguem mobilizados para que suas reivindicações sejam atendidas. Para a representante da categoria, Rosa Maria Campos Jorge, “a paralisação é a resposta mais precisa da categoria para combater o descaso do governo. Dessa forma, não há outra saída que não seja o acirramento da mobilização em todo o país”.
Participe das atividades da Delegacia Sindical em seu Estado. O Sinait e o Comando Nacional de Mobilização continuam trabalhando e se articulando para que o governo atenda as reivindicações da categoria. Juntos, unidos, fortalecidos e mobilizados, rumo à vitória!