Campanha Salarial 2015 – Presidente do Sinait denuncia problemas enfrentados pelos Auditores-Fiscais no Pará


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
04/09/2015



Reunidos em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Pará – SRTE/PA, Auditores-Fiscais organizados pela Delegacia Sindical do Sinait no Estado – DS/PA realizaram um ato público nesta quinta-feira, 3 de setembro, com a participação da presidente do Sindicato Nacional, Rosa Maria Campos Jorge, e do vice-presidente Carlos Silva, em Belém. A categoria está mobilizada pela Campanha Salarial 2015 em todo o Brasil, protesta contra o sucateamento do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE e pede a realização de concurso público para prover os mais de 1.100 cargos vagos.


Rosa Jorge destacou que a Auditoria-Fiscal do Trabalho está vivendo um momento difícil. “Nos últimos anos não tínhamos um número tão pequeno de Auditores-Fiscais. Querem acabar com as garantias da classe trabalhadora, não só com o sucateamento do MTE, mas também com as ameaças às Normas Regulamentadoras de proteção no ambiente laboral”.


Para ela, a sociedade precisa cobrar melhorias das autoridades sob pena de condenar o trabalhador brasileiro à escravidão. “Não vamos permitir que derrubem a nossa casa. Estamos paralisados em todo o país para mostrar a indignação com a forma como nós e os Servidores Administrativos têm sido tratados, mesmo atuando em um dos órgãos mais importantes da República”, completou.


O vice-presidente do Sinait, Carlos Silva, disse que categoria está lutando para melhor atender o público, para oferecer um serviço de excelência, garantido na Constituição. Ele ressaltou que os Auditores-Fiscais combatem o trabalho escravo e a informalidade, entram nas empresas que têm maus empregadores, que não pagam salários, não recolhem o FGTS e não garantem a saúde e a segurança. “O governo federal não ouve a categoria, não ouve o MTE, ao qual o trabalhador vem se socorrer do mundo cruel onde existem empregadores que não respeitam o trabalho decente”.


A diretora do Sinait, Rosângela Rassy (PA), falou sobre as dificuldades que os Auditores-Fiscais do Trabalho enfrentam no Pará, Estado que possui historicamente o maior número de resgates por condições análogas à escravidão. “Com todos os nossos problemas sociais e trabalhistas, são 55 Auditores-Fiscais. Não podemos mais ocultar da sociedade, imprensa e sindicatos de trabalhadores essa realidade”. Ela lembrou que a sede da SRTE/PA está interditada há um ano e sete meses por riscos à saúde e segurança não só dos servidores e Auditores-Fiscais, mas do público”. As novas instalações não são suficientes para abrigar todos os serviços e atendimento ao público. Nas gerências de Marabá e Santarém a situação também é muito ruim.


Durante a mobilização no Pará, os Auditores-Fiscais estão atendendo as demandas que envolvem grave e iminente risco de acidentes de trabalho e realizando plantão fiscal voltado para os empregados domésticos.

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