Os Auditores-Fiscais do Trabalho em vários Estados do país rejeitaram a proposta do governo de reajuste de 21,3% em quatro anos, até 2019. A decisão está sendo tomada pelas bases em Assembleia Geral Nacional convocada pela Diretoria Executiva Nacional do Sinait, realizada nestas quinta e sexta-feiras, 3 e 4 de setembro.
No Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e em Presidente Prudente (SP), Santos (SP) e diversas Gerências de Minas Gerais e Bahia, as assembleias já foram concluídas, e os Auditores-Fiscais disseram “NÃO” à proposta.
O governo reiterou a proposta de reajuste de 21,3% parcelado em quatro anos, sendo 5,5% em 2016, 5,0% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019. Também propôs reajuste dos benefícios auxílio-alimentação, assistência à saúde e assistência pré-escolar. Mas a pauta específica dos Auditores-Fiscais do Trabalho não foi respondida, o que representa um desrespeito ao processo de negociação com a categoria. O Planejamento nada tratou em sua proposta sobre o principal pleito dos Auditores-Fiscais, que é a reestruturação da tabela salarial, passando de 13 para seis níveis.
Nada foi tratado também sobre a implementação do Bônus de Eficiência extensivo aos aposentados, Lei Orgânica do Fisco, reajuste de diárias e indenização de transporte e realização imediata de concurso público, entre outras reivindicações.
A categoria está dizendo “NÃO” por considerar a proposta desrespeitosa, fruto de imposição e não de verdadeira negociação com os servidores públicos.
Diante desta atitude de descaso e desrespeito, a única resposta da categoria deve ser o acirramento da mobilização em todo o país, em busca do atendimento às justas reivindicações apresentadas.