O mês de outubro foi dedicado a uma campanha mundial nominada “Outubro Rosa”, alertando a sociedade para a importância de realizar os exames preventivos que podem detectar o câncer de mama. Descoberto na fase inicial, a doença tem grandes chances de cura.
Embora já seja novembro, a Auditora-Fiscal do Trabalho Maria da Conceição Ferreira Barros, de Fortaleza (CE), enviou um artigo ao Sinait para lembrar que o mês de outubro é apenas um símbolo. É preciso se cuidar o ano inteiro.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer - Inca, em 2014 são esperados 57.120 casos novos de câncer de mama no Brasil. Não há uma causa única para a doença. Diversos fatores estão relacionados ao câncer de mama. Ser mulher e envelhecer são os principais fatores que aumentam o risco. Amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal são fatores de proteção e estão associados a um menor risco de desenvolver a doença.
O Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O laço rosa simboliza a luta contra o câncer de mama. O movimento surgiu a partir de 1997, nos Estados Unidos, e as ações se voltam para a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. A mamografia é o principal exame, que confirma o diagnóstico, e por isso é grande a luta para que o sistema público de saúde tenha mais aparelhos e atendam todas as mulheres. Prédios públicos e monumentos recebem iluminação rosa para chamar a atenção das pessoas. Artistas e mulheres que enfrentaram e venceram a doença se engajam na campanha.
Maria da Conceição é graduada em Direito, com especialização em Direito Processual Civil, Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho. Na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Ceará foi analista de processos; monitora; coordenadora dos projetos de inclusão de pessoas com deficiência e de aprendizes. Atualmente integra o projeto de "Combate às fraudes".
Leia o artigo.
Maria da Conceição Ferreira Barros – Auditora-Fiscal do Trabalho do Ceará
Um estilo de vida saudável, com boa alimentação, prática de atividades físicas, e os cuidados com a mente e o espírito são fortes aliados no afastamento de doenças, inclusive muitos tipos de câncer.
No caso do câncer de mama, em particular, nem sempre essas medidas são suficientes para afastá-lo, pois a doença pode decorrer de outros fatores, como o hereditário, ou sequer ter uma causa específica identificada. Assim, os conhecidos “exames de prevenção do câncer”, ou, mais propriamente, os meios que ajudam no diagnóstico precoce, são extremamente importantes, pois embora não evitem a doença, facilitam seu tratamento, e, consequentemente, a cura.
As ações para detectar o câncer de mama envolvem desde medidas simples, como o olhar atento para o próprio corpo e o autoexame, como as consultas anuais ao ginecologista (e mastologista, quando necessário) e a realização de exames adequados (ultrassonografia, mamografia ou outros, conforme solicitação médica).
O “Outubro Rosa” - movimento mundial que visa alertar à população quanto ao câncer de mama, com enfoque na importância do diagnóstico precoce - tem despertado cada vez mais nossa sociedade, e, com isso, muitos segmentos têm aderido à campanha: a mídia, o Poder Público, os empresários e a população em geral. Evidentemente, o mês de outubro é apenas representativo, porque as medidas de atenção à saúde devem ter caráter permanente.
É importante alertar que além do incentivo à prevenção, ou diagnóstico precoce, a sociedade precisa ser esclarecida quanto ao papel que cada um exerce no enfrentamento do câncer. Certamente, o tratamento será mais ameno e eficaz se a paciente buscar todos os meios que possam ajudá-la a vencer a doença, fazendo um acompanhamento adequado com profissionais da saúde (médicos, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, etc); cumprindo todas as etapas dos tratamentos prescritos, na certeza de que as eventuais dores físicas ou psíquicas serão passageiras, assim como as temidas perdas (os resultados das reconstruções estão cada vez mais satisfatórios; os cabelos, caso caiam, voltarão a crescer...); buscando o apoio da família e de amigos próximos; reforçando os laços da fé; praticando atividades prazerosas, como ler bons livros, ouvir música, assistir bons programas, navegar pela internet, conversar, contemplar o pôr do sol, dentre outros. Os profissionais da saúde, a sua vez, devem ter um olhar mais humano para suas pacientes, cônscios de que o tratamento do câncer de mama requer algo além dos tratamentos convencionais.
Convém, por fim, que a família, os amigos e toda a sociedade se conscientizem de que o amor e a solidariedade – não o sentimento de pena – são armas extremamente potentes e eficazes nesse processo.
O câncer de mama assusta, mas não é invencível.
Mulheres, acreditem: não estamos sozinhas nesta luta!