O Ministério Público Federal conseguiu o compromisso de exportadores de carne de não negociar com criadores que usem mão de obra escrava. É o que destaca matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, edição de 28 de julho.
Segundo a notícia, o acordo de cooperação técnica busca garantir a chamada “pecuária sustentável”, além de se tornar um modelo para o mundo. É possível identificar empresas e empregadores que utilizam a prática do trabalho escravo consultando a “Lista Suja”, cadastro que reúne os infratores e é atualizada a cada seis meses. A lista atual tem 607 empregadores.
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28-7-2014 – Folha de São Paulo
DA EFE
Os exportadores brasileiros de carne se comprometeram, em acordo com o Ministério Público (MPF), a evitar que a indústria frigorífica compre carne bovina procedente de áreas desmatadas na Amazônia Legal ou de criadores que sejam alvo de denúncias de trabalho escravo, informaram na sexta-feira (25) as autoridades.
O acordo de cooperação técnica procura respeitar os padrões da chamada "pecuária sustentável", de acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O Ministério Público Federal e a Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) assinaram o pacto que prevê beneficiar quem respeitar as normas ambientais, sobretudo contra o uso irregular da região amazônica ilegal para a produção criadora de gado.
O promotor Daniel Azereo, coordenador do Grupo de Trabalho Amazônia Legal, cumprimentou o novo acordo porque permitirá "fortalecer a produção e a abertura de mercados na região amazônica, além de representar um exemplo mundial", informou o Ministério Público em comunicado.
O Ministério Público Federal antecipa desde 2011 um projeto para beneficiar produtores rurais que cumpram metas para regularizar suas terras e executem uma produção sustentável.
O presidente da Abiec, Antonio Camardelli, disse que o setor dialogará com toda rede produtiva para incentivar o desenvolvimento sustentável da pecuária.