Balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE traz o resultado da atuação dos Auditores-Fiscais do Trabalho que integram os Grupos Especiais de Fiscalização Móvel - GEFM no primeiro semestre de 2014. Foram resgatados 421 trabalhadores submetidos a condições análogas à de escravos, num total de 57 operações.
Mais de nove mil trabalhadores foram alcançados nas fiscalizações e 109 empregadores flagrados utilizando mão de obra análoga à de escravo. Este ano já foram realizadas cerca de 30% do total de operações realizadas em 2013. O Estado com maior número de trabalhadores libertados pelos Auditores-Fiscais do Trabalho foi Minas Gerais, com 91 resgates em oito operações, seguido pelo Espírito Santo, com 86 resgatados em apenas uma ação fiscal. São Paulo e Pará totalizaram 136 trabalhadores resgatados.
Este ano, segundo as informações do MTE, a maior parte das ações foi realizada na área rural, em fazendas e fábricas, diferente de 2013, em que as operações se concentraram na área urbana.
As ações fiscais foram realizadas pelo Grupo Móvel e equipes das Superintendências Regionais do Trabalho - SRTEs. Atualmente, o GEFM é formado pela participação conjunta de Auditores-Fiscais do Trabalho, de membros do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal, da Advocacia-Geral da União, da Defensoria Pública da União e das forças policiais - Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Os empregadores flagrados utilizando mão de obra escrava, após análise das autuações recebidas, em que lhes são garantidas amplas defesas, poderão ser incluídos no Cadastro de Empregadores, a chamada "Lista Suja", que além de informar à sociedade os nomes dos empregadores que cometem o crime, ainda impõe restrições de financiamentos e de relações comerciais com empresas signatárias do Pacto Nacional.
Em quase 20 anos de atuação, o GEFM já libertou mais de 46 mil trabalhadores, aos quais foram assegurados direitos que alcançaram o montante de aproximadamente R$ 86 milhões de reais. O modelo de combate ao trabalho escravo brasileiro é referência mundial, reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho – OIT. O protagonismo de Auditores-Fiscais do Trabalho é responsável pelo resgate da dignidade de milhares de trabalhadores e por iniciativas como a criação do Seguro-Desemprego especial para os resgatados e da “Lista Suja”.
Com informações da Assessoria de Comunicação do MTE