Auditores-Fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/SP estiveram no estádio Itaquerão nestas quinta e sexta-feiras, 3 e 4 de abril, e não levantaram a interdição da área de montagem das arquibancadas móveis do estádio. A empresa Fast Engenharia se comprometeu a cumprir as medidas de proteção aos trabalhadores exigidas pela fiscalização, mas isso ainda não foi concluído. A empresa apresentou um projeto à Superintendência, que está sendo avaliado pelos Auditores-Fiscais. As obras no Itaquerão foram interditadas na última segunda-feira, após os Auditores-Fiscais constatarem irregularidades nos equipamentos de proteção e segurança dos trabalhadores.
Entre as medidas requisitadas pelo termo de notificação da fiscalização trabalhista a Fast Engenharia já cumpriu com a instalação apresentou o cronograma de instalação dos equipamentos de proteção coletiva como guarda-corpos, cordas de segurança transversais e longitudinais e um projeto de proteção coletiva visando evitar novos acidentes como o que vitimou o operário Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, que caiu de uma altura de 8 metros. Em quatro meses, foi o segundo acidente fatal nas obras do estádio. No final de novembro, dois operários morreram após a queda de um guindaste.
De acordo com o chefe da fiscalização da SRTE/SP, Marco Antônio Melchior, o grande problema está na proteção coletiva dos trabalhadores. A Fast Engenharia propôs substituir a rede de proteção, solicitada pela fiscalização, por uma plataforma móvel. A empresa que fornece o equipamento avalia se tem tempo hábil para fabricar a rede, que é muito grande.
No estádio em São Paulo, já foram executadas nove operações de fiscalização desde o início das obras, que resultaram na lavratura de vários autos de infração e na imposição de interdições.
Veja matéria do Estadão sobre o caso.