Presidente do Sindifisco Nacional participa de reunião do CDS para falar da Campanha Salarial conjunta de 2014


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
31/01/2014



Damasceno ressaltou que a união entre as carreiras do fisco é muito importante para o sucesso da campanha 


A reunião do Conselho de Delegados Sindicais - CDS do Sinait contou na tarde desta quarta-feira, 29 de janeiro, com a presença do presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, que falou sobre medidas que já estão sendo tomadas em conjunto com o Sinait, a Anfip, e Unafisco Associação Nacional para a campanha salarial de 2014 e início das negociações com o governo. 


Segundo o presidente, as carreiras do fisco vão cobrar a pauta mínima conjunta e que ele acredita que é o melhor caminho para ir até o governo na iminência das eleições. “Nós fizemos uma carta ao secretário Sergio Mendonça, assinada pelas entidades e a resposta da Secretaria de relações do Trabalho foi de que não havia espaço na agenda nos meses de janeiro e fevereiro e que poderia pensar isso a partir de março. Mas, ao ser contatado diretamente, Sérgio Mendonça, disse que irá tentar um espaço na agenda nos próximos 15 dias para nos receber. Esta será nossa primeira reunião em 2014 com representantes do Planejamento e apresentaremos nossa pauta e nossas reivindicações. Se as entidades estiverem unidas tudo ficará mais fácil. Nós do Sindifisco Nacional temos muito interesse nessa parceria e faremos o que for possível para levarmos o trabalho conjunto adiante e que ao final possamos comemorar”, enfatizou. 


Valdiney Arruda, diretor do Sinait, lembrou o início da campanha salarial conjunta e questionou sobre a visão do Sindifisco a respeito da greve como instrumento a ser utilizado na campanha salarial deste ano. 


Para Damasceno, a greve será o último recurso a ser utilizado. As entidades buscarão junto ao governo saber da sua real intenção por meio do diálogo e somente se não restar outra alternativa partirão para o movimento paredista. “A greve não é uma questão fácil e precisa ser muito bem trabalhada, caso seja necessária. Na última campanha salarial houve algumas divergências em relação à utilização da greve, entre os Auditores da Receita Federal”, informou. 


A presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, lembrou que a greve é um instrumento que nunca pode ser descartado, mas que só deve ser utilizado após estarem esgotadas as possibilidades de negociação. “A negociação interessa ao governo e a nós também, mas se não tivermos outras alternativas partiremos para a greve”, garantiu Rosa. 


De acordo com Cláudio Damasceno, inicialmente, é importante que as entidades do fisco se mantenham coesas e se for necessário, futuramente se juntarão a outras categorias. 


Rosa informou que as duas entidades participarão do movimento dos servidores públicos que acontecerá na próxima semana para apresentar a pauta única dos servidores públicos em geral. “Acompanharemos esse trabalho também”, disse Rosa. 


Em relação ao questionamento feito pelo diretor do Sinait, Orlando Vila Nova, a respeito do processo eleitoral que está se iniciando no Brasil, Cláudio disse que o Sindifisco pretende apresentar contribuições à reforma tributária em um estudo que aponta algumas saídas para reduzir a carga tributária no país. “Já temos este estudo e o atualizaremos para entregar aos candidatos”, disse. 


Rosa lembrou que em toda campanha eleitoral o Sinait envia uma carta aos candidatos à Presidência da República com as preocupações e aquilo que a categoria entende ser justo para os servidores públicos, pedindo o compromisso deles. “Nas próximas eleições deveremos encaminhar novamente e cobrar o compromisso”, afirmou.

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