Dez anos da Chacina de Unaí – Minas, palco da tragédia, foi representada no Ato Público


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
29/01/2014



Minas Gerais, palco da Chacina de Unaí, teve vários representantes no Ato Público organizado pelo Sinait no dia 28 de janeiro, em frente ao Supremo Tribunal Federal - STF para marcar os dez anos do crime e para pedir que os mandantes sejam julgados logo e em Belo Horizonte, como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça – STJ. 


A AAFIT/MG foi representada no Ato Público por seu presidente, José Augusto de Paula Freitas, somando-se às vozes do Sindicato Nacional e de tantas entidades que apoiam os Auditores-Fiscais do Trabalho nesta trajetória de dez anos em busca de Justiça que, neste caso, significa a punição de todos os culpados. 


Também estiveram presentes o presidente da Delegacia Sindical do Sinait em Minas Gerais, Henrique Fiorentino, e o diretor da DS/MG Marcos Botelho. 


Carlos Calazans, que era Delegado Regional do Trabalho em Minas Gerais em 2004, compareceu e, mais uma vez, fez uma retrospectiva do caso, de aspectos da investigação e do acompanhamento que ele faz questão de fazer sobre o andamento do processo. Ele clama por Justiça, pela condenação dos mandantes e de todos os demais envolvidos no brutal assassinato.


O deputado estadual Durval Ângelo (PT/MG), presidente da Comissão de Direitos Humanos - CDH da Assembleia Legislativa de Minas Gerais - ALMG, acompanha o caso e também participou do Ato Público do Sinait.  Para ele, o Supremo está julgando sobre o que já foi julgado e decidido no passado, o que considera um absurdo. Ele informou que a CDH realizará mais uma audiência pública sobre a Chacina de Unaí em fevereiro, em data a ser marcada, lamentavelmente, ainda para “chorar a impunidade”. Ele conta com a participação do Sinait e da AAFIT/MG, além da Delegacia Sindical do Sindicato em Minas. 


Durante o Ato Público, ele comunicou que a Medalha da Inconfidência concedida a Antério Mânica em 2008, pela ALMG, foi cassada. O pedido foi da CDH. Na época, Carlos Calazans, que também já havia recebido a mesma comenda, devolveu a Medalha, em protesto pela homenagem prestada a um criminoso. 


Ainda estiveram presentes Genir Lage, Helba Soares e Marinês Lina de Laia, respectivamente, viúvas dos Auditores-Fiscais do Trabalho João Batista, Nelson e Eratóstenes, assassinados em Unaí. Elas externaram toda a dor das famílias e a inconformidade com a impunidade dos mandantes depois de dez anos. Fizeram apelos aos ministros do STF para que “julguem com Justiça” e ajudem a por fim nesse caso.


 

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.