Auditores-Fiscais do Trabalho, organizados pela Delegacia Sindical do Sinait em Rondônia, e servidores administrativos da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Rondônia – SRTE/RO se uniram e fizeram uma hora de paralisação em frente à sede do órgão público nesta terça-feira, 28 de janeiro. Eles pediram a condenação dos mandantes da Chacina de Unaí, que completou dez anos ontem, e também melhores condições de trabalho para todos os servidores do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, que se encontra sucateado e com o quadro de servidores muito desfalcado em todo o país.
Eles colocaram faixas e se concentraram em frente à Superintendência, chamando a atenção de quem passava pelo local e também da imprensa, que repercutiu o movimento. O Delegado Sindical Juscelino Durgo participou do Ato Público organizado pelo Sinait, em Brasília.
Veja matéria do G1 Rondônia sobre a mobilização dos Auditores-Fiscais do Trabalho:
28-1-2014 – G1 Rondônia
Suzi Rocha
Em Porto Velho, servidores da Superintendência do Trabalho também aderiram, na manhã desta terça-feira (28), a uma paralisação nacional do Ministério do Trabalho, que durou cerca de uma hora, em frente às sedes do órgão em todo o país. Liderados pelo Sindicato dos Servidores Federais (Sindisef) e pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), o movimento tem duas frentes de protesto, sendo a primeira, um pedido de justiça pelas mortes de 3 auditores fiscais e 1 motorista, ocorrida há 10 anos, em Unaí-MG, e também por melhores condições de trabalho em Rondônia.
O caso das mortes dos trabalhadores ficou conhecido como a "Chacina do Unaí", e até hoje os mandantes do crime ainda não foram punidos. O auditor fiscal Wilson Ramires considera que a paralisação é válida. "Eram homens que investigavam denúncias de trabalho escravo em Minas Gerais, e que foram covardemente assassinados durante uma emboscada armada por gente muito poderosa. Justiça deve ser feita, pois dez anos já se passaram e só os executores foram presos, mas os mandantes continuam livres", lamenta o auditor.
Condições precárias de trabalho
O presidente do Sindsef, Daniel Pereira, disse que a outra reivindicação é a estrutura precária do prédio do MTE que, em Rondônia, segundo ele, chegou a ser interditado há 3 anos, por más condições de higiene e segurança. "O prédio foi condenado, tem rachaduras, um ambiente insalubre e de risco para os servidores e para quem busca o atendimento. Hoje pretendíamos paralisar o dia todo, mas para não prejudicar ainda mais a população, não vamos paralisar o atendimento por mais que uma hora", disse Pereira.
Adriana Figueira, auditora fiscal, afirmou que um relatório será enviado, ainda nesta terça-feira, ao Ministério Público do Trabalho e à bancada federal de Rondônia, pedindo providências para as duas situações. "Hoje o MTE está distribuindo apenas quinze senhas por dia, algumas pessoas chegam aqui às 3h e nem sabem se serão atendidas. Falta pessoal e falta estrutura mínima. O caso das mortes também precisa de uma resposta urgente, pois são dez anos de espera", afirmou Figueira.