Dez anos da Chacina de Unaí – Em Rondônia, Auditores-Fiscais e servidores administrativos paralisaram por uma hora


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
29/01/2014



Auditores-Fiscais do Trabalho, organizados pela Delegacia Sindical do Sinait em Rondônia, e servidores administrativos da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Rondônia – SRTE/RO se uniram e fizeram uma hora de paralisação em frente à sede do órgão público nesta terça-feira, 28 de janeiro. Eles pediram a condenação dos mandantes da Chacina de Unaí, que completou dez anos ontem, e também melhores condições de trabalho para todos os servidores do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, que se encontra sucateado e com o quadro de servidores muito desfalcado em todo o país. 


Eles colocaram faixas e se concentraram em frente à Superintendência, chamando a atenção de quem passava pelo local e também da imprensa, que repercutiu o movimento. O Delegado Sindical Juscelino Durgo participou do Ato Público organizado pelo Sinait, em Brasília. 


Veja matéria do G1 Rondônia sobre a mobilização dos Auditores-Fiscais do Trabalho: 


28-1-2014 – G1 Rondônia


Servidores da Superintendência do Trabalho aderem paralisação nacional 


Servidores reivindicam melhores condições de trabalho em Rondônia. Além disso, categoria pede justiça por mortes de servidores em MG. 


Suzi Rocha 


Em Porto Velho, servidores da Superintendência do Trabalho também aderiram, na manhã desta terça-feira (28), a uma paralisação nacional do Ministério do Trabalho, que durou cerca de uma hora, em frente às sedes do órgão em todo o país. Liderados pelo Sindicato dos Servidores Federais (Sindisef) e pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), o movimento tem duas frentes de protesto, sendo a primeira, um pedido de justiça pelas mortes de 3 auditores fiscais e 1 motorista, ocorrida há 10 anos, em Unaí-MG, e também por melhores condições de trabalho em Rondônia. 


O caso das mortes dos trabalhadores ficou conhecido como a "Chacina do Unaí", e até hoje os mandantes do crime ainda não foram punidos. O auditor fiscal Wilson Ramires considera que a paralisação é válida. "Eram homens que investigavam denúncias de trabalho escravo em Minas Gerais, e que foram covardemente assassinados durante uma emboscada armada por gente muito poderosa. Justiça deve ser feita, pois dez anos já se passaram e só os executores foram presos, mas os mandantes continuam livres", lamenta o auditor. 


Condições precárias de trabalho
O presidente do Sindsef, Daniel Pereira, disse que a outra reivindicação é a estrutura precária do prédio do MTE que, em Rondônia, segundo ele, chegou a ser interditado há 3 anos, por más condições de higiene e segurança. "O prédio foi condenado, tem rachaduras, um ambiente insalubre e de risco para os servidores e para quem busca o atendimento. Hoje pretendíamos paralisar o dia todo, mas para não prejudicar ainda mais a população, não vamos paralisar o atendimento por mais que uma hora", disse Pereira. 


Adriana Figueira, auditora fiscal, afirmou que um relatório será enviado, ainda nesta terça-feira, ao Ministério Público do Trabalho e à bancada federal de Rondônia, pedindo providências para as duas situações. "Hoje o MTE está distribuindo apenas quinze senhas por dia, algumas pessoas chegam aqui às 3h e nem sabem se serão atendidas. Falta pessoal e falta estrutura mínima. O caso das mortes também precisa de uma resposta urgente, pois são dez anos de espera", afirmou Figueira.

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