Em 2013, os Auditores-Fiscais do Trabalho resgataram 121 imigrantes haitianos de condições análogas à escravidão. Em duas operações, uma realizada em Minas Gerais e outra no Mato Grosso, os trabalhadores, que atuavam na construção civil, foram encontrados em situações degradantes: sem comida, água potável e alojamentos adequados e devendo dinheiro para os patrões.
Segundo matéria publicada pela ONG Repórter Brasil, desde 2010 mais de 22 mil haitianos migraram para o Brasil, principalmente após o terremoto que assolou o país.
Em Minas Gerais, 172 trabalhadores foram resgatados da obra de uma mineradora em Conceição do Mato Dentro. A empresa estava construindo casas para os empregados que iriam atuar em um projeto de extração de minério de ferro. A comida fornecida era tão ruim que alguns dos haitianos tiveram hemorragia estomacal.
No Mato Grosso, os Auditores-Fiscais resgataram 21 imigrantes haitianos trabalhando em empresas terceirizadas que executavam obras para o programa “Minha Casa Minha Vida”, do governo federal. Eles moravam em uma casa sem espaço, água potável e camas suficientes para todos. A empresa terceirizada chegou a demiti-los sem pagar os salários, que foi feito só depois da fiscalização dos Auditores-Fiscais do Trabalho.
Especialistas ouvidos na matéria alertam que os imigrantes haitianos são vulneráveis socialmente e que é necessário consolidar políticas públicas eficazes para evitar essas situações.
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Leia aqui a matéria do Sinait sobre a operação no Mato Grosso.
Leia a reportagem da Repórter Brasil aqui.