Um ato público em frente ao Supremo Tribunal Federal – STF, em Brasília, marcará a passagem do Dia Nacional do Auditor-Fiscal do Trabalho - 28 de janeiro – data em que aconteceu, há 10 anos, a Chacina de Unaí, quando três Auditores-Fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE foram assassinados durante uma fiscalização rural no interior de Minas Gerais.
A programação da Comissão Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo – Conatrae pelo Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo – também no dia 28 de janeiro – será realizada durante o Ato Público.
Nesta terça-feira, 7, dirigentes e colaboradores do Sinait, se reuniram para iniciar a preparação do Ato. De acordo com o diretor da entidade, Valdiney Arruda, um dos lemas da manifestação será refletir sobre a impunidade que gera o trabalho escravo. “Também vamos cobrar que o julgamento dos mandantes da Chacina de Unaí seja em Belo Horizonte”.
Até hoje, os mandantes do crime não foram julgados. O Sinait realizará a manifestação em frente ao STF porque depende da 1ª Turma do Supremo se Norberto Mânica e José Alberto de Castro serão julgados pelo Tribunal Federal da 1ª Região em BH. A defesa dos acusados alega que o júri deve ser na Vara Federal em Unaí.
O Sinait já está mobilizando instituições defensoras dos direitos humanos e dos trabalhadores para participar do Ato Público como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – que esse ano promove a Campanha da Fraternidade sobre o tráfico de pessoas, Comissão Pastoral da Terra – CPT, Movimento Humanos Direitos – MhuD, Organização Internacional do Trabalho – OIT e Centrais Sindicais. Representantes de órgãos e entidades que integram a Conatrae deverão estar presentes.
O vice-presidente do Sinait, Carlos Silva, informa que a entidade estará em intensa mobilização com os Auditores-Fiscais do Trabalho e a sociedade durante o mês de janeiro para dar visibilidade ao pedido de justiça. “Há dez anos, as famílias dos colegas mortos sofrem ainda mais com as perdas por essas indefinições do julgamento”, conclui.
Também participaram da reunião a diretora do Sinait, Lilian Carlota e as Auditoras-Fiscais do Trabalho Marinalva Dantas e Sueko Uski.