O aplicativo para celular “Moda Livre”, lançado pela ONG Repórter Brasil em dezembro, é mais um instrumento que pode ser utilizado por consumidores que queiram se informar sobre como as lojas de confecção combatem o trabalho escravo.
Empresas do ramo têxtil foram incluídas na última atualização da Lista Suja do Trabalho Escravo, mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, por terem sido flagradas por Auditores-Fiscais do Trabalho explorando trabalhadores, inclusive estrangeiros, em suas cadeias produtivas.
Na primeira versão do aplicativo, que está disponível para os sistemas operacionais Android e iOS, constam 22 empresas onde foi constatado uso de mão de obra escrava pelos Auditores-Fiscais do Trabalho até junho do ano passado.
As empresas foram avaliadas em três categorias de cores – verde, amarelo e vermelho – por meio de um questionário sobre se há política de compromisso contra o trabalho escravo, monitoramento dos fornecedores de mercadorias, se a loja informa aos clientes sobre suas medidas para evitar a prática em sua cadeia produtiva e histórico de envolvimento com esse tipo de exploração registrado pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel do MTE.
De acordo com a Repórter Brasil, a finalidade do aplicativo não é fazer com que o consumidor deixe de comprar roupas em determinadas marcas, mas informá-lo para que possa fazer escolhas conscientes.