Superintendente acompanhou a vistoria e disse que a fiscalização apurou que o operador do guindaste que caiu trabalhava há 18 dias sem folga
Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo – SRTE/SP fizeram nova vistoria nas obras do estádio Itaquerão nesta terça-feira, 10 de dezembro. O superintendente Luiz Antônio Medeiros acompanhou os trabalhos e foi ele quem falou com a imprensa, que está repercutindo as declarações.
Segundo Medeiros, os Auditores-Fiscais do Trabalho apuraram que o operador do guindaste que caiu matando dois operários no dia 27 de novembro trabalhava há 18 dias sem folga quando ocorreu o acidente. O fato foi comprovado pela análise dos cartões de ponto. A empresa Odebrecht, responsável pela obra, disse, entretanto, que o operário não trabalhou na operação do guindaste durante todo o tempo. Havia dias em que ele ficava à disposição da empresa, caso fosse necessário o seu trabalho.
O superintendente disse que não pode afirmar que as horas extras do operário sejam a causa do acidente. As investigações ainda estão em andamento. Mas alertou que o excesso de horas extraordinárias não é aconselhável e a empresa deverá rever a prática.
Após o acidente, os Auditores-Fiscais interditaram nove guindastes, que começaram a ser vistoriados hoje, com vistas à liberação para que voltem a operar. As informações dão conta de que a fiscalização pretende liberar todos os equipamentos até o dia 16 de dezembro.
O guindaste e parte da estrutura metálica que caiu no estádio ainda não foram totalmente retirados. Após a retirada do equipamento ele passará por análise que faz parte do diagnóstico para determinar as causas do acidente.