A explosão ocorrida na madruga de sábado, 25 de agosto, na refinaria de Amuay, no norte da Venezuela, teve consequências trágicas. Ao longo do final de semana, o número de mortos anunciados subiu de 19 para 41 até o momento. As vítimas são membros da Guarda Nacional Bolivariana – GNB, civis e familiares dos guardas.
Segundo informações de representantes sindicais da área petrolífera, o incêndio provocado por um vazamento de gás, é o resultado da falta de manutenção na refinaria.
Os números nefastos demonstram a fragilidade do trabalhador pelo mundo. No ranking internacional de acidentes, de acordo com os números da Organização Internacional do Trabalho – OIT, todos os anos 330 milhões de trabalhadores são vítimas de acidentes de trabalho em todo o mundo, além de 160 milhões de novos casos de doenças ocupacionais.
Sobre as mortes, a OIT aponta mais de 2 milhões relacionadas ao trabalho: 1.574.000 por doenças, 355.000 por acidentes e 158.000 por acidentes de trajeto.
Os números sobre acidentes de trabalho não são menos preocupantes no Brasil. Dados oficiais demonstram que de 2005 a 2010 foram vitimados 3.862.276 trabalhadores, 74.761 ficaram inválidos permanentemente e 16.498 perderam a vida. Os dados referem-se apenas aos casos comunicados à Previdência Social.
Para mais informações sobre o acidente na Venezuela, leia as matérias abaixo.
26-8-2012 – Terra Notícias
Venezuela: número de mortos em explosão de refinaria chega a 41
Duas pessoas que haviam ficado gravemente feridas no sábado após a explosão de uma refinaria venezuelana de Amuay (Estado Falcón, noroeste) faleceram em decorrência de suas queimaduras, disse neste domingo o hospital no qual estavam, o que eleva o saldo de mortos a 41.
"Ender José Fernández González faleceu e Neidy González, ambos com 100% do corpo queimado, faleceram na noite de sábado", disse em coletiva de imprensa o doutor Jesús Valdés, coordenador-geral de atenção médica do Hospital Coromoto de Maracaibo.
"O hospital recebeu no sábado nove pacientes afetados pela explosão da maior refinaria do país e, fora os dois falecidos, os demais estão em um quadro estável", disse o doutor Tulio Chacín, coordenador de traumatologia do centro hospitalar, que conta com uma unidade especial para vítimas de queimaduras.
O último relato do governo era de 39 mortos: "São 18 membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), 15 civis, a maioria familiares dos guardas (...) e há seis corpos não identificados", disse o vice-presidente venezuelano, Elías Jaua.
Segundo Jaua, além dos nove feridos que haviam sido transferidos ao Hospital Coromoto, outros seis estavam em centros próximas refinaria, na cidade de Punto Fijo. A onda expansiva da explosão afetou principalmente o complexo onde estava com suas famílias um destacamento da GNB, assim como a várias comunidades aldeãs.
As autoridades ainda lutam neste domingo para apagar o fogo em dois dos nove tanques de armazenamento que foram incendiados após a explosão, mas afirmam que a situação está sob controle.
27-8-2012 – Agência Brasil
Brasil lamenta explosão em refinaria na Venezuela
Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil
Brasília – O governo do Brasil lamentou hoje (27) o incêndio ocorrido há três dias na refinaria de Amuay, uma das três que formam o Centro de Refinamento de Paraguaná - o principal da Venezuela. No acidente, morreram 39 pessoas e 31 permanecem internadas. Em comunicado, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil reitera a solidariedade ao povo e ao governo venezuelanos.
“O governo brasileiro lamenta profundamente o trágico acontecimento ocorrido na sexta-feira, dia 24 de agosto, na Refinaria de Amuay, no estado venezuelano de Falcón. [O governo do Brasil] transmite às famílias das vítimas as mais sinceras condolências e reitera sua solidariedade ao governo e ao povo venezuelanos”, diz a nota.
A maior parte dos mortos pertencia à Guarda Nacional Bolivariana, mas havia também civis. A menos de dois meses das eleições presidenciais, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que tenta a reeleição, pediu à população que não se deixe influenciar por tentativas de politização do incidente.
O governo decretou três dias de luto oficial no país. Também reiterou que vários governos da região, como a Bolívia, o Peru e Equador, prestaram solidariedade ao país e à população. Os peritos investigam a suspeita de a explosão ter sido causada por um vazamento de gás propano. A razão do vazamento está sob investigação. O incêndio foi controlado ainda de madrugada, de acordo com as autoridades venezuelanas.
Edição: Graça Adjuto