Os Auditores-Fiscais do Trabalho Ana Maria Machado da Costa, Fernando André Sampaio Cabral e Fernanda Maria Pessoa di Cavalcanti, que atuam na área de inserção de pessoas com deficiência publicaram um artigo no site “Inclusive – inclusão e cidadania” em resposta ao texto do ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianoto Pinto, veiculado no jornal “O Estado de São Paulo” no dia 16 de fevereiro.
Almir Pazzianoto Pinto critica a obrigatoriedade da aplicação da Lei de Cotas e acusa os Auditores-Fiscais de ignorarem as dificuldades das empresas em recrutar pessoas com deficiência.
No artigo, os Auditores-Fiscais consideram que os argumentos do ex-ministro foram inadequados diante da necessidade das pessoas com deficiência de serem incluídas socialmente, principalmente aqueles com deficiências mais severas. “O que nós Auditores-Fiscais do Trabalho observamos é que a iniciativa privada só começa a movimentar-se para contratar empregados com deficiência após o início das ações fiscais”, dizem eles.
Segundo eles, a Fiscalização do Trabalho continuará levando a lei ao pé da letra, como disse o ex-ministro em seu texto, pois tem dado resultados positivos.
No último Censo do IBGE, realizado em 2010, mais de 45 milhões de brasileiros declararam ter algum tipo de deficiência, ou seja, 23,92% da população.
No artigo, os autores citam que 15 mil ações são realizadas, ao ano, em todo Brasil, somente para fiscalizar o cumprimento da Lei de Cotas. Que em 2010 havia 306.013 pessoas com deficiência e reabilitadas para trabalhar formalmente no país e, em 2014, esse número foi para 381.322.
Leia o artigo dos Auditores-Fiscais aqui.