Odete Reis e Adirlaine Melo conversaram com os Auditores-Fiscais do Trabalho mineiros sobre a “Fiscalização emblemática na Contax” nesta terça-feira, 22 de março, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais - SRTE/MG. A palestra faz parte da programação do Comando Local de Mobilização – CLM durante a greve da categoria.
As Auditoras-Fiscais Odete Reis e Adirlaine Melo falaram da investigação que levou mais de 27 profissionais da categoria para várias unidades da empresa Contax pelo Brasil. Segundo elas, a maior companhia de telemarketing do país.
A fiscalização focou, explicaram elas, questões como saúde e segurança do trabalho, organização do trabalho e terceirização ilícita. Além disso, elas disseram que as ações fiscais levaram à interdição, em janeiro de 2015, de uma das maiores unidades da empresa, com quase 15 mil trabalhadores, conhecida como Contax site Santo Amaro, em Recife (PE).
Além da interdição de uma unidade em Recife, outros núcleos também foram autuados e multados por terceirização irregular e descumprimento das Normas Regulamentadoras no que tange à saúde e segurança no trabalho. Foram investigadas unidades da Contax na Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Histórico
A operação de investigação da empresa Contax foi desencadeada em 2013, depois que o então Ministério do Trabalho e Emprego - MTE recebeu diversas denúncias de descumprimento das leis trabalhistas contra quase 186 mil prestadores de serviço.
A empresa era responsável por contratos com as teles Oi, Net e Vivo e os bancos Bradesco, Citibank, Itaú e Santander para prestar serviços de teleatendimento. A fiscalização do trabalho constatou que essas companhias são as reais empregadoras dos prestadores de serviços e foi caracterizada a terceirização ilícita, já que a Contax funcionava como intermediadora de mão de obra.