Manifestações ocorreram em todo o país, esta semana.
Auditores-Fiscais do Trabalho de Santos/SP se uniram a sindicalistas para protestar contra as Medidas Provisórias 664 e 665, nesta quarta-feira, 4 de março, em frente a Gerência Regional do Trabalho e Emprego/GRTE/Santos.
Eles repudiaram as MPs editadas pelo governo, no fim do ano passado, que dificultam o acesso ao seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte, seguro-defeso, auxílio-doença e auxílio-reclusão.
Em seus discursos, os representantes da DS Santos, Reinaldo Watanabe, e Carmem Cenira, e demais sindicalistas lembraram as promessas de campanha da presidente Dilma Roussef, de que não iria retirar direitos dos trabalhadores.
Para Reinaldo Watanabe “o ato demonstrou a união das entidades sindicais da Baixada Santista”.
Manifestações como esta ocorreram nas principais capitais do Brasil, durante a semana. Na segunda-feira, 2, a CUT e demais centrais sindicais organizaram ações em frente às Superintendências Regionais do Trabalho e DRTs.
Os sindicalistas entendem que não é mexendo nos direitos da classe trabalhadora, que custaram muito esforço para serem conquistados, que vai se resolver o problema do déficit fiscal. Muito pelo contrário, gerar mais emprego, colocar mais dinheiro na economia, taxar grandes fortunas e heranças é o caminho para o país avançar nas conquistas sociais com justiça.
As medidas foram encaminhadas ao Congresso Nacional e receberam 741 emendas. Agora, passarão pela análise de comissões mistas - formadas por deputados e senadores - e, caso aprovadas, vão à votação nos plenários da Câmara e do Senado.