Trabalho escravo no mundo – Justiça condena mulher em Hong Kong por escravizar empregada doméstica


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
11/02/2015



Uma mulher de Hong Kong foi condenada a sete anos de prisão por escravizar uma empregada doméstica. Ela agrediu e humilhou a doméstica durante vários meses. A empregada recebia apenas pão e arroz para se alimentar, era surrada frequentemente e dormia apenas quatro horas por noite. 


A empregada de origem indonésia conseguiu fugir em janeiro de 2014 e fazer a denúncia. Ela estava tão debilitada que passou um mês internada num hospital para se recuperar. 


Em Hong Kong existem cerca de 300 mil empregados domésticos, sendo a maioria originária das Filipinas e da Indonésia. Segundo a Organização Internacional do Trabalho – OIT existem no mundo aproximadamente 21 milhões de pessoas submetidas a trabalho escravo e/ou forçado ou vítimas do tráfico de pessoas. É uma atividade extremamente lucrativa, que gira mais de 150 bilhões de dólares. 


Veja a notícia publicada no jornal Correio Braziliense. 


10-2-2015 – Correio Braziliense


Mulher de Hong Kong é condenada por escravizar empregada doméstica 


"Estou muito feliz", declarou Erwiana Sulistyaningsih, vestindo uma camisa estampada com uma foto de si mesma e a palavra justiça. 


Uma mulher de Hong Kong foi condenada nesta terça-feira por escravizar e agredir uma empregada doméstica originária da Indonésia, cujo calvário provocou grande comoção na ex-colônia britânica.


A juíza Amanda Woodcock manteve 18 das 20 acusações contra Law-Tung Wan, uma mãe de 44 anos, incluindo agressões corporais graves e ameaças contra Erwiana Sulistyaningsih, sua ex-empregada de 23 anos.


Lei-Tung Wang, que pode pegar até sete anos de prisão, foi presa no final da audiência e terá sua pena revelada em 27 de fevereiro.


"Estou muito feliz", declarou Erwiana Sulistyaningsih, vestindo uma camisa estampada com uma foto de si mesma e a palavra justiça.


"Tenho certeza que ela disse a verdade", afirmou, por sua vez, a juíza Woodcock, ao basear sua decisão principalmente no confronto das duas mulheres.


Durante o julgamento, Erwiana Sulistyaningsih contou detalhadamente as torturas sofridas durante meses e explicou que tinha sido alimentada apenas com pão e arroz.


Erwiana Sulistyaningsih relatou ainda que em uma ocasião perdeu a consciência devido a uma surra e que só conseguia dormir quatro horas por dia.


Erwiana conseguiu escapar em janeiro de 2014, depois de oito meses de violência, e foi hospitalizada por um mês em estado grave em Sragen, na ilha indonésia de Java.


O caso teve repercussões diplomáticas, quando o ex-presidente da Indonésia Susilo Bambang Yudhoyono telefonou a Erwiana para dizer que "faria justiça".


O caso de Erwiana expôs os abusos sofridos muitos trabalhadores domésticos. Em Hong Kong existem 300.000 trabalhadores domésticos, em sua maioria originários da Indonésia e Filipinas. Os empregados ganham 300 dólares por mês e desfrutam de alguns dias de férias por ano.

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