O ministro do Trabalho, Manoel Dias, a pedido do Sinait, esteve nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, com o ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Dias Toffoli, para pedir que seja retomado o andamento do processo da Chacina de Unaí e realizado o julgamento dos Habeas corpus impetrados pelos acusados de serem os mandantes do crime.
O objetivo dos recursos é transferir a realização do júri popular para a Vara Federal de Unaí. Para o Sinait, um julgamento imparcial somente poderá acontecer em Belo Horizonte (MG), onde já foram julgados e condenados, em agosto de 2013, os executores do crime.
O ministro do STF foi o autor de um pedido de vista que provocou a suspensão do julgamento, em 1º de outubro de 2013, e restam somente os votos do próprio ministro e do ministro Luiz Fux, uma vez que o ministro Barroso alegou suspeição por conhecer os advogados dos réus.
Toffoli disse ao ministro do Trabalho que irá se empenhar para que o processo volte a tramitar e o julgamento seja realizado o mais rápido possível. Segundo ele, o processo eleitoral foi o responsável pela demora. Disse também que entende o que o caso representa não apenas para o serviço público brasileiro, mas, especialmente, para as famílias das vítimas.
Audiência em 2014
A presidente do Sinait e familiares dos Auditores-Fiscais mortos estiveram, em fevereiro de 2014, em audiência com o ministro Dias Toffoli, para conversar sobre os dois Habeas Corpus dos réus, em que pedem a transferência do local do julgamento para Unaí. Na ocasião, o ministro disse que iria analisar o caso com muita atenção, antes de proferir seu voto (veja matéria).
O secretário de Inspeção do Trabalho, Paulo Sérgio de Almeida, acompanhou o ministro na audiência no STF.