Governo descartou aumentar sua participação per capita
A Geap reajustou, no dia 1º de fevereiro, a mensalidade de 615 mil servidores federais de todo o país, usuários dos serviços de saúde da Fundação, em 14,62%.
De acordo com a Geap, o reajuste é calculado com base em estudo atuarial a fim de garantir o equilíbrio econômico-financeiro da instituição. O custeio dos planos é aprovado anualmente pelo Conselho de Administração da operadora.
À época da intervenção pela Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, em 2013, segundo a administradora, foi vetado o reajuste de mensalidade para o ano de 2014. As despesas assistenciais das operadoras de planos de saúde cresceram 15,6% no 1º semestre de 2014 em relação ao 1º semestre de 2013, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar – IESS.
A Geap afirma ter recuperado no ano passado a rede credenciada incorporando mais de 1,4 mil novos prestadores, entre hospitais, clínicas e laboratórios.
No final de 2014 a Geap procurou o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para pedir um aumento per capita das patrocinadoras, a fim de que os usuários não arcassem com todo o ônus do reajuste. O MP respondeu que não pode fazer isso em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal, apesar de estar ciente da necessidade do aumento.
O Sinait considera que não é justo que o reajuste recaia apenas sobre os usuários dos serviços da Geap, especialmente porque o governo é o principal responsável pelo rombo da Fundação, que chegou ao fundo do poço por causa de má gestão. Muitos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego são associados à Fundação, incluindo Auditores-Fiscais do Trabalho e seus dependentes, e precisam dos serviços.
Com informações da Geap e do Ministério do Planejamento.