O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE divulgou nesta quarta-feira, 28 de janeiro, o balanço das ações de fiscalização do trabalho análogo ao escravo em 2014. Impedido de publicar a Lista Suja por liminar do Supremo Tribunal do Trabalho – STF em Ação Direta de Inconstitucionalidade – Adin da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias – Abrainc, o MTE divulgou apenas os números da fiscalização.
No ano passado foram realizadas 248 ações fiscais de combate ao trabalho escravo, que resultaram no resgate de 1.590 trabalhadores. Estas ações foram realizadas pelas equipes dos Grupos Móveis e também pelas equipes locais das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego. Novas parcerias permitiram a fiscalização em atividades que ainda não haviam sido abordadas: Ministério da Defesa, Exército Brasileiro, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A Região Sudeste foi a que apresentou maior número de trabalhadores resgatados: 722. Minas Gerais, com 354 trabalhadores libertados, ficou em primeiro lugar no país, seguido por 159 em São Paulo, 141 em Goiás, 123 no Rio de Janeiro e 117 no Piauí. O Pará, que historicamente lidera o ranking, teve 107 trabalhadores libertados pelos Auditores-Fiscais do Trabalho.
Das 248 ações fiscais, 59 foram realizadas em zonas urbanas. No setor de construção civil foram resgatados 437 trabalhadores; na agricultura, 344; na pecuária, 228; na extração vegetal, 201 e na atividade carvoeira, 138. Minas, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram o maior número de trabalhadores libertados nas cidades.
Confira todos os números em matéria do site do MTE.