PE – Contax consegue desinterdição judicial


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
23/01/2015



Auditores-Fiscais do Trabalho e representantes da empresa estão reunidos nesta tarde. Contax deve apresentar proposta de cronograma para cumprir exigências da fiscalização


A empresa Contax, que foi interditada por Auditores-Fiscais do Trabalho na noite de terça-feira, 20 de janeiro, em Recife (PE), entrou com Mandado de Segurança na Justiça do Trabalho de Pernambuco com o objetivo de suspender a interdição determinada pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.


A liminar foi concedida pela 14ª Vara do Trabalho nesta quinta-feira, 22 de janeiro e a empresa já retomou suas atividades nas centrais de teleatendimento, segundo informação da Auditora-Fiscal do Trabalho Cristina Serrano, coordenadora da ação nacional que fiscalizou durante quase dois anos as atividades da Contax. Ela frisa que a desinterdição foi determinada sem que as falhas encontradas na fiscalização fossem corrigidas e que a Justiça do Trabalho pediu informações à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego sobre as condições encontradas. Os Auditores-Fiscais que participaram da fiscalização preparam a resposta à justiça trabalhista e, ao mesmo tempo, acionaram a Advocacia Geral da União – AGU para agir e recorrer da decisão.


Já na quinta-feira, 22, foi realizada uma reunião entre Auditores-Fiscais e representantes da Contax que durou cerca de sete horas, e que continua hoje, 23, sem previsão de término. Procuradores do Ministério Público do Trabalho acompanham a reunião.


Cristina Serrano explica que a empresa está propondo um cronograma para cumprir todas as exigências da fiscalização. Os representantes da Contax afirmaram que a empresa não tem condições de cumprir tudo ao mesmo tempo, imediatamente, como pretendiam os Auditores-Fiscais do Trabalho.


Na liminar, a Justiça considerou que a Contax é uma grande empregadora e que a possível perda de contratos acarretaria em demitir trabalhadores em massa.


Para os Auditores-Fiscais, entretanto, as condições de trabalho, como estão, significam grave e iminente risco de adoecimento, também em massa, dos empregados, o que já vem acontecendo há muito tempo.


Veja matéria do G1 Pernambuco sobre o assunto.


 

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