Chacina de Unaí - Ato Público marcará os 11 anos do crime e pedirá decisão do STF

Além do Ato Público, que faz parte da programação da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, o Sinait solicitou audiência com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, para cobrar celeridade no andamento do processo.


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
09/01/2015



O Sinait está organizando Ato Público em frente ao Supremo Tribunal Federal - STF, no próximo dia 28 de janeiro de 2015, das 9h ao meio-dia, para lembrar os onze anos do assassinato dos três Auditores-Fiscais do Trabalho, Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage, Nelson José da Silva e do motorista do Ministério do Trabalho e Emprego, Ailton Pereira de Oliveira, durante fiscalização em fazendas da zona rural de Unaí.


Durante a mobilização, os Auditores-Fiscais e as viúvas das vítimas vão protestar contra a tentativa de transferência do julgamento dos mandantes do crime para a cidade de Unaí/MG. O julgamento que estava previsto para o dia 17 de setembro de 2013 está suspenso desde o dia 1º de outubro de 2013 porque os réus, Norberto Mânica e José Alberto de Castro, impetraram recurso pedindo a transferência para a Vara Federal de Unaí, cidade onde residem. Mas o Sinait defende que o julgamento dos mandantes desse bárbaro crime seja realizado na 9ª Vara de Belo Horizonte para garantir a imparcialidade, a exemplo do julgamento e condenação de três réus, em agosto de 2013.


Além do Ato Público, que faz parte da programação da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, o Sinait solicitou audiência com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, para cobrar celeridade no andamento do processo.


Além dos Auditores-Fiscais do Trabalho, sindicalistas e representantes de instituições e autoridades ligadas aos Direitos Humanos e ao combate ao trabalho escravo também  participarão da manifestação.


O Dia 28 de janeiro


Em homenagem às vítimas da Chacina de Unaí, o dia 28 de janeiro foi instituído Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho e o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, que integra a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.


A presidente do Sinait, Rosa Jorge, disse que “a impunidade dos mandantes da Chacina de Unaí encoraja outros empresários a continuarem descumprindo a lei e ameaçando os Auditores-Fiscais do Trabalho. A impunidade dos que exploram trabalhadores sob o regime de escravidão perpetua a odiosa prática e afronta os direitos fundamentais do homem”.


 


 

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