Na mídia – Superintendente do Acre confirma casos de trabalho escravo e tentativa de intimidação à fiscalização


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
09/12/2014



Na última sexta-feira, 5 de dezembro, o superintendente Manoel Neto, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Acre – SRTE/AC, concedeu entrevista coletiva em Rio Branco, confirmando os quatro casos de resgates de trabalhadores em situação análoga à de escravos no Estado em 2014 e a tentativa de intimidação à fiscalização após a última ação ocorrida em novembro (veja matéria).  


Segundo Neto, o caso foi denunciado ao Ministério do Trabalho e Emprego, ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público do Trabalho e às Polícias Federal e Rodoviária Federal. 


O Sinait acompanha o caso, tendo solicitado à Secretaria de Inspeção do Trabalho e à Divisão de Erradicação do Trabalho Escravo – Detrae todas as providências para proteger os Auditores-Fiscais do Trabalho no Acre. O Delegado Sindical do Sinait no Estado, Valdemar Neto Oliveira Bandeira, também está acompanhando tudo de perto, tendo ele próprio participado da ação fiscal que originou a ameaça. 


Leia a matéria publicada em A Gazeta do Acre: 


5-12-2014 – A Gazeta do Acre


MTE flagra quatro casos de trabalho escravo no Acre 


BRUNA LOPES  


Os flagrantes ocorreram nos municípios de Sena Madureira, Tarauacá, Capixaba e Rio Branco. De acordo com o superintendente Manoel Neto, as operações se deram após confirmação de denúncias. 


“Os trabalhadores estavam alojados em acampamentos formados por barracos, montados com madeira retirada da mata e cobertura feita de palha. No local, não havia instalações sanitárias. A água utilizada para tudo, inclusive para consumo, vinha de um açude próximo. O gado era presença constante no açude. Porém, o mais grave era que o recipiente utilizado para armazenar água não podia ser reutilizável, já que continha veneno”, lamentou o superintendente. 


Durante a fiscalização, a carne utilizada nas refeições estava guardada num saco de ração para cachorro. “Além das condições subumanas, não havia qualquer documentação sobre o serviço prestado no local”, relatou Neto. 


“Temos um grupo especial de fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo, conhecido como grupo móvel. Eles atuam e combatem o trabalho escravo. Temos parceria com outras instituições como Ministério Público Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público do Trabalho, Ibama e outros, atuando de forma independente e harmônica”, afirmou Neto. 


Sobre as ameaças, superintendente afirma que as providências foram tomadas


O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Acre (SRTE/AC), Manoel Neto, confirmou que houve tentativas de intimidação aos auditores, mas que o fato já foi comunicado para o Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Secretaria de Inspeção do Trabalho em Brasília, Ministério Público Federal e do Trabalho, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Além disso, as investigações já foram iniciadas. 


“Foi a primeira vez que tivemos esse tipo de problema. Todos os órgão federais estão com as equipes de inteligência investigando o caso. Temos que aguardar. Enquanto isso, o trabalho continua”, concluiu Neto.


 

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