32º Enafit - Comissão de Política de Classe apresentou propostas sobre metodologia de fiscalização por projetos


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
01/12/2014



A fiscalização por projetos, que teve início em 2011, tinha como objetivo a ação fiscal planejada para propiciar resultados mais amplos 


A Comissão de Política de Classe 3, realizada no dia 27 de novembro, em Curitiba, dentro da programação técnica do 32º Enafit, discutiu e analisou o tema “Desdobramentos da fiscalização por projetos”. Os  Auditores-Fiscais que participaram da Comissão, divididos em grupos, identificaram as falhas de origem e de execução da metodologia de fiscalização por projetos e apresentaram propostas de corrigi-las e aprimorar a metodologia. 


De acordo com o coordenador da Comissão, Fábio Lantmann, que é Auditor-Fiscal do Paraná, o planejamento da Auditoria-Fiscal do Trabalho proposto para quatro anos, de 2012 a 2015, se encerra no próximo ano, quando será apresentado o novo planejamento para os quatro anos subseqüentes a 2015. “Se pudermos contribuir da melhor forma, os resultados desse trabalho serão utilizados em nosso próprio benefício”, avaliou. 


Os Auditores-Fiscais apontaram propostas para a melhoria da metodologia de fiscalização. Para alcançar esse objetivo eles destacaram, entre outras sugestões, a definição de objetivos transformadores, a escolha de prioridades e alocação coerente de Auditores-Fiscais, realização de reuniões periódicas entre os Auditores-Fiscais e a coordenação, cursos de capacitação, cursos de administração de projetos para as chefias, realização de operativos nacionais por projetos, priorização de ações de inteligência fiscal e de combate a fraudes, garantia de que as metas sejam exeqüíveis e coerentes com o número de Auditores ativos e em fiscalização, envolvimento de chefias do FGTS na construção do planejamento e a mudança para uma cultura de planejamento estratégico. 


Em relação à participação de cada um, o esclarecimento sobre a metodologia, o alcance de objetivos e a efetividade da fiscalização com a utilização da metodologia de projetos, os enafitianos destacaram a falta de capacitação e envolvimento dos Auditores-Fiscais, ausência de avaliação de competências e habilidades, existência de projetos sem objetivos, falta de reavaliação periódica, Auditores-Fiscais que participam de vários projetos, dificuldades de escolher prioridades e de alocar recursos para atingir resultados, entre outros. 


Na opinião de Carlos Silva, vice-presidente do Sinait, os Auditores-Fiscais não têm as condições necessárias para desenvolver projetos que solucionem problemas regionais, apesar de a metodologia prever isso. 


O Auditor-Fiscal Roberto Miguel Santos lembrou que o que mudou foi a denominação. Para 2015 o que era projeto passou a ser atividade. Cerca de oito atividades estão previstas, mas isso não impede que seja feito no formato de projeto.

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.