O documentário “Não é brinquedo”, que faz um raio-x sobre a situação do trabalho infantil em Santa Catarina, está disponível no canal YouTube. O vídeo de 29 minutos foi produzido pela Assessoria de Comunicação do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina e contou com a participação de Auditores-Fiscais do Trabalho como Lilian Carlota Rezende, diretora do Sinait, que deram depoimentos e cederam imagens utilizadas no vídeo.
Durante o período de produção a equipe entrevistou pais, autoridades e especialistas, e também acompanhou ações de fiscalização dos Auditores-Fiscais do Trabalho em diferentes pontos do Estado, captando flagrantes que vão desde as ruas da capital até propriedades rurais no interior.
O documentário mostra que, em pleno ano de 2014, crianças e adolescentes ainda são submetidos a trabalhos em condições extremas, como o menino de 16 anos que, num único dia, tinha de plantar até 20 mil mudas de cebola numa fazenda próxima a Ituporanga, trabalhando no frio, descalço e curvado, por horas a fio.
O vídeo mostra também um caso que foi configurado como trabalho análogo ao de escravo, como o do adolescente resgatado pelos Auditores-Fiscais do Trabalho numa propriedade rural do Oeste catarinense. Apesar de trabalhar todos os dias, sem folga, o garoto não recebia nenhum tipo de remuneração, e não conseguia regressar para Ilhéus (BA), sua cidade natal.
Formas de trabalho infantil consideradas mais “leves”, toleradas socialmente, como a atuação de crianças e adolescentes em negócios familiares, principalmente no meio rural, também são abordadas no vídeo.
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