Crianças servindo cerveja e outras bebidas em bares durante a madrugada. Adolescentes operando máquinas e produtos químicos sem nenhuma proteção. Meninos de até 10 anos cumprindo longas jornadas para ganhar menos do que um salário mínimo, sem tempo para estudar ou descansar. Essas são algumas das histórias por trás do crescimento do número de flagrantes de exploração de crianças e adolescentes, identificados no primeiro trimestre de 2013 em Goiás pelos Auditores-Fiscais do Trabalho.
O balanço da atuação da fiscalização trabalhista no estado foi divulgado na semana passada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás (SRTE/GO). A ação da fiscalização foi destacada pelo Repórter Brasil http://reporterbrasil.org.br/trabalhoinfantil/trabalho-infantil-dispara-em-goias/.
O Sinait abordou o problema na semana passada em matéria veiculada em seu site, que mostra um vídeo gravado pelo Auditor-Fiscal do Trabalho Jairo Bandeira. Ele registrou algumas irregularidades encontradas durante a ação, como a ausência de uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs, além da situação insalubre e perigosa em que viviam os menores.
A falta de alternativas para a qualificação desses jovens está entre as maiores dificuldades encontradas pela fiscalização trabalhista para combater estas irregularidades. Segundo a fiscalização faltam entidades para ministrar curso técnico-profissionalizante para preparar esses jovens para o mundo do trabalho e para que eles não voltem a ser explorados.
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