Ministério do Planejamento adia reunião com a Frente da Campanha Salarial Conjunta


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
10/08/2011



O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) frustrou os representantes das entidades que integram a Frente da Campanha Salarial Conjunta, entre elas, o Sinait, ao adiar para a próxima terça-feira, 16, a reunião que iria dar continuidade às tratativas quanto à campanha salarial que aconteceria nesta quarta-feira, 10. 


O anúncio foi feito pela diretora de Relações de Trabalho da Secretaria de Recursos Humanos do MP, Marcela Tapajós. O Secretário de Recursos Humanos do MP, Duvanier Paiva, não compareceu à reunião.

 

Segundo Marcela, a reunião foi adiada porque o Governo está preocupado com a crise financeira e prefere tratar a questão do reajuste dos servidores com cautela. “Os cenários estão sendo estudados. Por isso, precisamos de mais uns dias para termos mais segurança e apresentar uma proposta para vocês”, disse.

 

Os representantes alertaram à diretora que o prazo para o Poder Executivo apresentar, no Congresso Nacional, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) - onde os percentuais de reajuste precisam estar descritos – expira no dia 31 de agosto. As entidades demonstraram temer que, por conta do curto tempo, o Governo apresente uma proposta sem margem para negociação.

 

Marcela manteve a posição de que, em relação aos reajustes dos servidores, o Governo trabalha com prioridades. Os representantes adiantaram que a prioridade é a reposição das perdas inflacionárias. As entidades mantiveram a proposta de 26% apresentada na primeira reunião, o que representaria a reposição dessas perdas. 

A expectativa das entidades era de que a contraproposta do Governo fosse apresentada na reunião desta quarta-feira, pois até esta data nada de concreto foi anunciado.

De acordo com Marcela, o MP gostaria de estar com o processo de negociação mais avançado ou concluído. “Precisamos trabalhar com prioridades porque sabemos que não será possível dar conta de toda a pauta das negociações”. Ela também tentou explicar a cautela do Governo diante da questão. “Não podemos apresentar uma proposta e depois não saber se isso pode ser levado adiante ou não”.

A diretora também levantou uma questão que preocupou as entidades ao declarar que “nesta fase, não gostaríamos de adotar um índice único, pois há muitas distorções para corrigir, estruturas diferentes, patamares diferentes”.

Para a presidente do Sinait, Rosângela Rassy, a possibilidade de dar tratamento diferenciado às carreiras que integram a Frente da Campanha Salarial é preocupante, pois representa um retrocesso. “Essas carreiras têm a mesma importância para sociedade brasileira, cada uma dentro das suas atribuições”.

Sinait convocará Assembleia Geral Extraordinária

Diante do impasse nas negociações com o Governo, o Sinait convocará, para o dia 18 de agosto, uma Assembleia Geral Extraordinária para definir mobilização permanente e imediata da categoria. 

 

As demais entidades que compõem a Frente, Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional) Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) e Fenadepol (Federação Nacional dos Delegados da Polícia Federal) também devem seguir a mesma linha.  

 

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol), que até o momento não obteve sucesso nas  negociações com o Governo, também vai aderir às paralisações.

 

Pelo Sinait, além da presidente Rosângela Rassy, participou da reunião o vice-presidente Hugo Carvalho Moreira.

 

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