TST condena empresa a pagar indenização por intervalo subtraído


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
02/08/2011



O Tribunal Superior do Trabalho condenou empresa do setor bancário a pagar indenização a ex-empregada referente ao período do intervalo de uma hora com acréscimo de 50% a que tinha direito, por cumprir jornada de seis horas com ampliação até oito horas.

 

A empresa concedia intervalo de 15 minutos à empregada. Porém, conforme jurisprudência do TST (Orientação Jurisprudencial nº 307 da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais), o valor a ser pago deve desconsiderar o período já concedido(15 minutos) e a indenização deve corresponder a todo o período de uma hora com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.

 

O intervalo de uma hora é assegurado pelo artigo 71 da CLT a todos os trabalhadores que laboram em jornadas de oito horas. A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região que havia autorizado o pagamento da indenização equivalente apenas aos 45 minutos subtraídos pela empresa foi reformada.

 

Abaixo, matéria do TST:

 

Bancária receberá por intervalo não concedido em jornada superior a seis horas

 

Quando o trabalho contínuo ultrapassa seis horas, o empregador deve conceder ao empregado um intervalo para repouso ou alimentação de, no mínimo, uma hora, conforme o artigo 71 da CLT. Por isso, como o Banco Nossa Caixa concedeu apenas 15 minutos de intervalo a ex-empregada com jornada de trabalho de seis horas e ampliação até oito horas, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a empresa ao pagamento de todo o período, ou seja, uma hora, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal.

 

A bancária recorreu ao TST depois que o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) reformara a sentença de origem para autorizar o pagamento equivalente a 45 minutos - a diferença entre a previsão legal de uma hora e os 15 minutos efetivamente concedidos. Embora tenha reconhecido que a bancária usufruíra somente 15 minutos de intervalo, o TRT entendeu também que a legislação (artigo 71, parágrafo 4º, da CLT) determina o pagamento do tempo suprimido, e não do período integral.

 

Mas, ao analisar o recurso de revista, o ministro José Roberto Freire Pimenta deu razão à empregada. O relator esclareceu que a jurisprudência do TST dirimiu a questão ao editar a Orientação Jurisprudencial nº 307 da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais e estabelecer que é devido o pagamento do intervalo intrajornada correspondente a todo o período (uma hora) com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho em caso de concessão parcial do intervalo ou supressão.

 

Desse modo, o relator condenou o Banco Nossa Caixa (sucedido pelo Banco do Brasil) a pagar por todo o período de uma hora de intervalo como hora extra, e não apenas os quarenta e cinco minutos que faltavam para completar esse tempo. A decisão da Turma foi unânime.

 

(Lilian Fonseca/CF)

 

Processo: RR-103800-67.2008.5.15.0116


 

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