O articulista Elio Gaspari, cuja coluna é veiculada em jornais de vários estados, publicou artigo nesta quarta-feira, 20, que critica a postura do Ministério do Trabalho e Emprego e de sindicatos e centrais de trabalhadores no caso das anunciadas quatro mil demissões nos canteiros da obra da usina hidrelétrica de Jirau (RO). A crítica é quanto à guinada no discurso do governo, especialmente do MTE, em relação aos seguidos recordes de geração de empregos formais, cujos milhares de trabalhadores contratados para as obras da Região Norte ajudaram a construir. Diz o jornalista: “Aquilo que durante a campanha eleitoral era crescimento do emprego, virou "contratação desenfreada"”.
Ele também critica o movimento sindical, que considera “pelego” e omisso diante de um fato tão relevante. Para Gaspari, a situação poderia ser outra se o caso estivesse ocorrendo, por exemplo, no ABC Paulista e com categorias mais organizadas.
Rosângela Rassy, presidente do SINAIT diz que as obras são polêmicas e, apesar de a fiscalização estar presente com o grupo local e com o Grupo Móvel para grandes obras, o número de Auditores Fiscais do Trabalho é insuficiente, especialmente nos estados da Região Norte. “O governo e a empresa subestimaram os impactos de aglomerar tanta gente, heterogênea, fora de seus estados, num só lugar, e sem condições adequadas. É necessário repensar isso, sob todos os aspectos: trabalhista, social, ambiental, educacional, de saúde, de transporte, enfim, tudo”, resume ela.
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