Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 são motivos de preocupação


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
08/04/2011



A capacitação profissional está entre as ações mais importantes nos preparativos para a Copa de 2014 e as Olímpiadas de 2016.  Neste sentido o governo brasileiro anunciou, esta semana, que vai treinar, principalmente, os trabalhadores que atuarão na recepção aos visitantes, como taxistas, recepcionistas e demais profissionais da hotelaria. Serão treinados 306 mil trabalhadores até 2014 para atuar no setor de turismo durante a Copa do Mundo. Somente este ano o treinamento vai abranger 96 mil profissionais.

 

Para a presidente do SINAIT, Rosângela Rassy, a geração de empregos pressupõe um aumento na fiscalização, que tem como finalidade proteger o trabalhador. Ela destaca que “o Brasil gerou mais de 15 milhões de empregos nos últimos anos e esse quadro será ampliado com a Copa e as Olimpíadas, independentemente da criação de novos postos de trabalho que o crescimento econômico irá gerar. Ocorre que o número de Auditores Fiscais do Trabalho não foi compatibilizado para o aumento já verificado e muito menos para essa nova realidade que já se faz sentir e é obrigação do Estado promover essa fiscalização para assegurar os direitos trabalhistas, conforme dispõe a própria Constituição Federal. A necessidade da contratação de mais Auditores Fiscais do Trabalho para cumprir essa tarefa é mais que urgente, assim como a promoção de novos concursos para a área da fiscalização”.

 

Especificamente na área de segurança e saúde do trabalho, o quadro de Auditores Fiscais do Trabalho – AFTs é altamente deficitário, com pouco mais de 600 profissionais especializados em engenharia de segurança e medicina do trabalho em todo o país. As aposentadorias - cerca de cinco publicações por semana - agravam a situação, assim como a ausência de concursos direcionados para estas áreas de especialização dentro da carreira Auditoria Fiscal do Trabalho.

 

A geração de empregos sem a devida fiscalização já vem sendo motivo de críticas ao goveno, em especial ao Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, haja visto os conflitos ocorridos nas obras do PAC em que as condições precárias de trabalho e segurança, somadas à pressão para a conclusão de obras consideradas prioritárias pelo governo, têm causado revoltas nos trabalhadores e levado milhares de operários da construção civil a aderirem a greves. Em Rondônia, palco dos conflitos mais recentes, são pouco mais de 40 AFTs. Porém, o número insuficiente de AFTs para fiscalizar todas as áreas se repete em todos os estados brasileiros.

 

Mais informações sobre a capacitação de trabalhadores para a Copa de 2014 e as Olímpiadas de 2016 na matéria, abaixo, da Agência Câmara.

 

Ministro prevê capacitação de 306 mil profissionais para Copa de 2014

Leonardo Prado

 

O ministro do Turismo, Pedro Novais, afirmou na Câmara, nesta quarta-feira, que o Brasil vai capacitar 306 mil trabalhadores até 2014 para atuar no setor de turismo durante a Copa do Mundo. Ele afirmou que somente neste ano serão treinados 96 mil profissionais de turismo. O ministro participou de audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto para apresentar os planos do governo para o setor em 2011.

Ele apontou a capacitação profissional como uma das ações mais importantes nos preparativos para a Copa de 2014 e as Olímpiadas de 2016. O objetivo, segundo ele, é treinar principalmente os trabalhadores que atuará na recepção aos visitantes, como taxistas, recepcionistas e demais profissionais da hotelaria.

 

Investimentos

Dentre as prioridades da Pasta, a maior parte está relacionada aos eventos esportivos. Além da capacitação profissional, Novais relacionou a criação de infraestrutura e a melhoria e ampliação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede da Copa e em outras 65 localidades consideradas como indutoras do turismo pelo ministério. Entre esses destinos, locais próximos a sedes dos jogos, estão Foz do Iguaçu (PR), Gramado (RS), Jericoacoara (CE) e Porto de Galinha (PE).

Apenas para os investimentos em hotelaria, o ministro ressaltou já ter conseguido uma linha de crédito de R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com ele, o setor poderá contar também com R$ 800 milhões dos bancos do Nordeste e da Amazônia, além de recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste. “Também dispomos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), com recursos da ordem de R$ 250 milhões à disposição dos empresários do setor”, acrescentou.

 

Vistos

Estimativas citadas por Novais apontam que 73 milhões de turistas circularão pelo Brasil durante a Copa. Na opinião do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), esse número poderia ser bem maior com a flexibilização das exigências para a concessão de vistos a estrangeiros, principalmente norte-americanos, pelo menos durante os eventos. “Temos um déficit de R$ 10 bilhões na conta do turismo e precisamos resolver isso”, cobrou.

O deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE), autor de propostas de liberação de vistos para estrangeiros, explicou que defende essa ideia desde 2003. “Essa é a maneira de aumentar o número de turistas, mas sempre tivemos oposição ferrenha do Itamaraty”, afirmou. Para o parlamentar, a única forma de conseguir a aprovação da medida é por meio de apoio da presidente Dilma Rousseff.

Pedro Novais disse concordar com as posições desses deputados sobre os vistos. “Falarei sobre o assunto com a presidente; soube que ela queria assinar esse ato durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mas a burocracia diplomática impediu”, afirmou.

 

Capital

Otavio Leite também questionou o ministro sobre sua posição em relação à participação do capital estrangeiro em empresas de aviação brasileiras. Há propostas de que a cota de estrangeiros passe do limite atual de 20% para 49%. Na opinião de Leite, a medida aumentaria o número de voos para o Brasil e, consequentemente, o fluxo de turistas estrangeiros.

Carlos Cadoca informou que, diante da dificuldade de colocar o projeto em votação, incluiu o aumento da cota de estrangeiros na Medida Provisória 527/11. O ministro se comprometeu a conversar com o presidente da Câmara, Marco Maia, sobre a possibilidade de o texto ser colocado logo em votação.

 

Fonte: Agência Câmara

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